Centenas de pessoas foram retiradas, esta sexta-feira de madrugada, da aldeia de Beit Meir, no centro de Israel, em estado de alerta face a uma série de incêndios que duram há quatro dias. “Todo o setor de Beit Meir [que fica nas colinas a oeste de Jerusalém] foi evacuado, envolvendo várias centenas de pessoas, possivelmente 400”, disse um porta-voz da polícia Micky Rosenfeld à agência AFP.

O mesmo responsável indicou que um homem foi detido devido à “forte suspeita” de estar relacionado com os fogos, com as autoridades a suspeitarem que a maioria teve mão criminosa.

A polícia israelita deu conta de que esta sexta-feira de manhã deflagrou um outro incêndio em Kiryat Gat, a sul de Telavive, cortando a circulação. Em Haïfa, terceira cidade de Israel, milhares de pessoas passaram a noite fora de casa. Dezenas de milhares de outras foram retiradas na quinta-feira daquela cidade mista – judaica e árabe – devido a diferentes incêndios.

Esta sexta-feira de manhã, a situação estava “sob controlo”, segundo Rosenfeld, advertindo, porém, que “as coisas podem mudar e evoluir a qualquer momento”. Um contingente significativo de bombeiros, polícias e socorristas foi destacado para os bairros mais afetados pelas chamas para monitorizar e responder a eventuais novos focos de incêndio, constatou um jornalista da agência AFP.

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“De momento, os moradores que foram retirados não estão autorizados a regressar às suas casas”, disse uma outra porta-voz da polícia, Luba Samri. Bairros inteiros daquela cidade costeira, escolas, uma universidade e prisões foram evacuados na quinta-feira.

A extrema seca dos últimos meses e os fortes ventos fizeram com que os incêndios florestais se alastrassem mais rapidamente. Estes incêndios, que começaram na segunda-feira, são os piores registados em Israel desde 2010.