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Sucesso da “geringonça” deve-se muito a António Costa, escreve o Libération

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Também os jornais estrangeiros assinalam o aniversário do primeiro Governo que juntou as esquerdas portuguesas. Libération diz que primeiro-ministro é peça fundamental no sucesso da solução.

MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

Autor
  • João Pedro Pincha
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Ante-título: “Esperança”. Título: “O laboratório das esquerdas ganha experiência”. Entrada: “A coligação entre o PS, o PC e o Bloco, que dirige o país há um ano, conseguiu tirar o país da austeridade”. A propósito do primeiro aniversário do Governo que conseguiu sentar socialistas, comunistas e bloquistas à mesma mesa, que se assinala este sábado, o diário francês Libération veio a Lisboa perceber como está Portugal ao fim de doze meses de geringonça.

Há um ano, o país tinha tido “um verdadeiro regresso aos anos 60. Todos os indicadores mostravam que tínhamos voltado a mergulhar num passado sinistro”, disse Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS, ao jornal. “O país estava em estado de choque, depauperado, enfraquecido. Era o momento da esquerda. E se nos tivéssemos aliado aos liberais num governo de união nacional teria sido um suicídio político”, continua a responsável socialista.

O Libération, ligado à esquerda moderada, escreve que o Governo de Passos Coelho “submeteu o seu país a uma cura de austeridade sem precedentes” e, ao cortar salários, pensões e subsídios sociais, fez com que “a pobreza afetasse um terço dos onze milhões de portugueses”. Agora, e apesar de “as bolsas de pobreza subsistirem”, “já muito foi feito”, lê-se no jornal, que elenca um conjunto de medidas de reposição de salários e direitos sociais tomadas pelo Executivo de António Costa.

O primeiro-ministro, aliás, é uma figura incontornável do sucesso da geringonça, diz a reportagem. “A experiência inédita do trio de esquerda é muito facilitada pela personalidade do chefe do Governo socialista”, descrito como um homem “popular e próximo das pessoas” que conseguiu transformar o PCP “muito hostil aos socialistas” num partido “benevolente e cúmplice” e trazer o Bloco, “uma espécie de Syriza lusófono”, para o arco de governação.

Para o jornal, o “principal fator de oxigénio” da economia portuguesa é o turismo e isso pode verificar-se “em cada esquina de Lisboa”.

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