A Pixar é excelente em várias áreas, da arte da animação, que domina como ninguém, à imaginação fértil que gerou filmes que conseguem cativar miúdos e graúdos. Mas é igualmente perita em “obrigar” os pais a terem que explicar aos filhos situações e acontecimentos que estavam agendados para mais tarde. Muito mais tarde.

Ainda só é conhecido um pequeno teaser de 50 segundos, mas é óbvio que o Cars 3 possui uma qualidade de animação sem igual, que mais parece um filme do que um simples desenho animado. Mas isto apenas vai dificultar ainda mais a vida aos progenitores, que já tiveram de explicar porque é que um dos personagens principais abandonou o seu melhor amigo nos primeiros minutos do Toy Story 2, ou porque é que quase todos os bonecos foram queimados “vivos” no Toy Story 3. No teaser do Cars 3, o Faísca McQueen parece perder todos os seus membros – ou seja rodas – e fica partido aos bocadinhos espalhado pela pista. O que não promete ser fácil para as crianças que vêem o veloz carro vermelho como um herói.

Muito à semelhança do que acontece na vida real, em que os automóveis movidos a electricidade são cada vez mais vistos como alternativa, também no Cars 3 há uma batalha sem quartel entre os motores a combustão e os eléctricos, em que não é evidente quem tem vantagem. Menos mal que todas as questões vão ser esclarecidas já em Julho de 2017, quando o mais recente filme da Pixar for estreado em todo o mundo. Mais importante do que isso, especialmente para os accionistas da Pixar, é saber se o terceiro filme da sequela do Cars vai conseguir bater os 1000 milhões de dólares conseguidos pelo À Procura de Dory – outro produto da Pixar –, um dos maiores valores de sempre conseguido por um filme de animação.

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