Após décadas perdido, reapareceu um filme dirigido por Paul Newman em 1962, que tem como tema central os danos causados pelo tabaco. Este filme foi experimental e poucos já ser recordavam da sua existência. A sua última cópia foi agora reencontrada em Nova Iorque, avança a Forward.

A Forward informa ainda que o filme está a ser restaurado de forma a que, para o próximo ano, possa ser exibido. Muitos confessaram que este era o único filme do ator que ainda não tinham visto.

Tudo começou em 1959, quando Anton Chekhov, escritor russo, compôs um monólogo musical, também ele com a temática dos danos do tabaco, transformado em musical e com o ator Michael Srtong como protagonista. Foi este musical que serviu de inspiração para a curta-metragem de Newman. Newman tentou todos os seus trunfos para convencer Michael Strong a fazer a sua própria versão e acabou por o conseguir.

Ainda que Strong fosse um ator muito menos conhecido do que Newman, a verdade é que foi ele a estrela do filme.

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A gravação durou apenas cinco dias e teve lugar em Nova Iorque, no Teatro de Arte Yiddish. Ainda que, como afirma a Forward, o filme tenha resultado bem, nunca chegou a ser distribuído. A única tentativa de apresenta-la ao público foi nos Óscares de 1962, mas tal acabou por não acontecer.

Desde essa data, poucas foram as pessoas que tiveram acesso a ele. Agora a TMC tem a a intenção de emitir, a partir de 2017, esta relíquia, que tem a duração de 25 minutos e 30 segundos.

Segundo o jornalista que tornou pública a descoberta do filme, Allan M. Jalon, o filme foi encontrado graças a um homem ucraniano de 86 anos, Jack Garfein, antigo diretor de cinema e que foi também sobrevivente do campo nazi de Auschwitz na Segunda Guerra Mundial, tendo chegado aos Estados Unidos da América com 15 anos. De surpresa, ele confirmou que tinha em sua casa tinha a única cópia de um filme que tinha sido abandonado por Paul Newman.

Os biógrafos peritos no percurso de Newman afirmam que uma das razões para o filme ter sido abandonado pode ter sido o facto de o resultado não ter agradado a Newman que, assim, tirou o seu nome da realização do projeto.

Mas outros defendem, como é o caso do homem de 86 anos que tinha o filme em sua casa, que a única razão pela qual a curta-metragem não se tornou pública foi porque Newman não encontrou nenhuma distribuidora que assegurasse a distribuição do filme ao público. Quando Newman morreu terá pedido aos seus filhos que o filme ficasse com Garfein, que era seu amigo e com quem trabalhara no “Actors Studio.

Agora, passados 57 anos sem ver a luz do dia, ressurge a oportunidade do filme perdido de Newman ser apresentado a público.