A polícia das Filipinas confirmou ter impedido, esta segunda-feira, um atentado, alegadamente de um grupo com ligações ao Estado Islâmico, perto da embaixada dos Estados Unidos em Manila, onde foi encontrado um engenho explosivo.

“Não temos ainda provas materiais, mas pode-se argumentar que o frustrado ataque à bomba é obra do grupo Maute”, disse, em conferência de imprensa, o diretor da polícia das Filipinas, Ronald dela Rosa.

Dela Rosa explicou que o engenho explosivo encontrado, esta segunda-feira, num caixote do lixo perto da embaixada norte-americana era parecido aos usados no atentado na cidade de Davao (sul) em setembro, em que morreram 14 pessoas e na sequência do qual foram detidos vários membros dessa formação islamita com ligações ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O chefe da polícia disse, no entanto, não poder confirmar se o objetivo do atentado era a embaixada dos EUA em Manila.

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Horas antes desta conferência de imprensa, a polícia de Manila desativou um engenho explosivo encontrado num caixote de lixo a poucos metros da embaixada dos Estados Unidos da América na capital das Filipinas.

Uma unidade policial detonou o que a polícia descreveu como um pacote suspeito, que parecia um engenho explosivo improvisado.

Foi uma varredora de ruas que telefonou à polícia depois de ter encontrado um telemóvel preso a uma espécie de garrafa-cilindro num embrulho preto, com fios a ligar o cilindro ao telefone.

O Grupo Maute é uma organização armada muçulmana sediada em Lanao do Sul, que apareceu em 2012 então com o nome Khilafah Islamiyah Movement (KIM).

Atualmente é controlado pelos irmãos Omar e Abdulá Maute Romato, que estudaram no Egito e Jordânia, respetivamente, segundo o Institute for Policy Analyisis of Conflict.