A partitura da Segunda Sinfonia de de Gustav Mahler vai ser leiloada esta terça-feira. Tem 232 páginas e demora cerca de uma hora e meia a ser tocada. A sociedade de vendas por leilão Sotheby’s espera, com a venda desta partitura, alcançar os 4 milhões de euros e assim bater o recorde da obra musical mais cara de sempre, que pertence a uma partitura de Mozart, comprada por 3,6 milhões.

Como recorda o El País, a Segunda Sinfonia de Mahler foi escrita no final do século XIX e é uma das mais importantes e cruciais de todos os tempos, visto tratar-se de uma peça única e, segundo Gustav Mahler, a sua autobiografia. “Aqueles que ouvirem com atenção as minhas duas primeiras sinfonias, vão entender toda a minha vida”, disse o compositor.

A Segunda Sinfonia de Mahler teve também grande importância e impacto na vida de Gilbert Kaplan, o falecido dono da partitura que vai agora ser leiloada. Em abril de 1965, um amigo levou Kaplan a assistir a um ensaio da obra na sala de espetáculos de Carnegie Hall, em Nova Iorque, e desde aí que ele demonstrou um enorme fascínio pelo trabalho do compositor.

Esse fascínio foi tão forte que Gilbert Kaplan deixou o seu emprego como economista numa empresa de Wall Street para se dedicar a estudar direção de orquestra e tornar-se maestro. Nesse percurso aproveitou os seus conhecimentos a nível financeiro, oferecendo conselhos em troca de revelações musicais.

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Anos mais tarde Kaplan conseguiu comprar manuscrito original da partitura à Fundação Mengelberg e conduziu a Segunda Sinfonia de Gustav Mahler em palcos de todo o mundo, incluindo Nova Iorque a Viena.

O El País conta que Simon Maguire, encarregado pela Sotheby’s de organizar a venda, está em viagem desde julho com o objetivo de passar com a partitura por todos os sítios onde Mahler a compôs. Maguire realça que esta obra musical pode tornar-se a mais valiosa de sempre, bastando que ultrapasse os 3,6 milhões de euros conseguidos na venda de uma sinfonia de Mozart.