Uma redoma de contenção financiada pela comunidade internacional foi instalada, esta terça-feira, acima do reator acidentado na central nuclear de Chernobil, sendo um projeto que deverá proteger o espaço durante 100 anos.

“A cerimónia marca um momento-chave do projeto internacional de transformação do local do acidente ocorrido em 1986”, referiu num comunicado do grupo francês BTP Vinci e Bouygues, que construiu a redoma.

Em forma de arco, a redoma de contenção é um esqueleto de metal de 25.000 toneladas (36.000 toneladas com os vários equipamentos fornecidos), 108 metros de altura e 162 metros de comprimento.

“Esta redoma é capaz de cobrir o Estádio de França ou a Estátua da Liberdade”, resumiu num comunicado a Novarka, uma das empresas do grupo francês Bouygues e Vinci, que projetou e construiu a redoma.

“O arco de Chernobil é a maior estrutura móvel terrestre já construída”, acrescentou o grupo francês.

O conglomerado industrial assegurou que a redoma terá uma duração de 100 anos e permitirá confinar os materiais radioativos, possibilitando também intervenções de desmantelamento de estruturas da época soviética (os chamados sarcófagos) que cobrem o reator número quatro, assim como o tratamento de resíduos radioativos.

“Comemoramos hoje em Chernobil a conclusão bem sucedida da operação de posicionamento do arco, um passo fundamental antes da conclusão do programa internacional para transformar Chernobil num lugar seguro e sem perigo para o meio ambiente até novembro 2017”, acrescentaram.

A redoma só estará totalmente operacional no final 2017, pois é necessário ainda instalar e colocar em funcionamento os seus diversos equipamentos.

A 26 de abril de 1986, o reator número quatro da central nuclear de Chernobil explodiu durante um teste de segurança.

Durante dez dias, o combustível nuclear queimou, sendo lançado para a atmosfera elementos radioativos que contaminaram até três quartos da Europa, mas especialmente a Rússia, a Ucrânia e a Bielorrússia, então pertencentes à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), de acordo com estimativas.