Inaugurada em 2002, durante 14 anos assegurou a produção do Phaeton, e ficou célebre também pela sua arquitectura, marcada pelas paredes em vidro. Desde que, em Março último, cessou o fabrico do seu antigo modelo de topo, a fábrica da VW em Dresden foi desactivada e passou a acolher um museu.

Agora, a marca germânica decidiu dar-lhe uma nova vida, e a partir de Abril, passará a sair das respectivas linhas de montagem a versão eléctrica do renovado Golf, que será também produzido em Wolfsburg. Este é mais um elemento que confirma a aposta da VW na mobilidade eléctrica, domínio em que pretende constituir uma referência no curto prazo, e que tem sido considerado essencial para o seu futuro. O mesmo acontecendo com a condução autónoma. E, aqui, outra decisão recentemente tomada pela casa germânica é de levar em atenção: reestruturar profundamente um dos seus mais importantes centros de design, como forma de preparação de uma rápida mudança para essa nova realidade.

O objectivo da VW é que os designers que trabalham no seu enorme centro de estilo de Potsdam, na Alemanha, se foquem na melhoria quer da experiência do utilizador a bordo dos seus veículos, quer nas interfaces homem-máquina dos seus futuros modelos. Desde a sua inauguração, há 10 anos atrás, o estúdio de Potsdam foi autor de diversas ideias que acabaram por ser aplicadas em vários modelos de produção da VW – agora, terá por missão ajudar a criar automóveis mais tecnologicamente avançados e de fácil utilização, deixando de estar concentrado no estilo exterior, com os elementos das suas equipas a estarem envolvidos na criação de novas tecnologias desde o primeiro momento.