O presidente de Angola e líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, terá reafirmado num documento escrito que não se vai recandidatar no próximo ano, avança o Jornal Expresso, indicando o nome do seu sucessor: o atual ministro da Defesa João Lourenço.

A intenção não é nova, e também não é oficial. No dia em que começa a reunião do comité central do MPLA, o Expresso e a RTP dão conta de uma renovada garantia do abandono da presidência de Angola, depois de quase quarenta anos à frente dos destinos do país, por José Eduardo dos Santos.

O afastamento de José Eduardo dos Santos já tinha sido noticiado no início deste ano, mas o líder angolano já tinha dito em anos passados que se iria afastar e reverteu a sua decisão, fazendo com que a sua decisão fosse recebida com ceticismo.

Agora, segundo o Expresso, Eduardo dos Santos terá colocado essa intenção num documento escrito e com o nome do seu sucessor, que será João Lourenço, atual ministro da Defesa e comissário político das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), antigo exército do partido do poder.

Na abertura da reunião, José Eduardo dos Santos não clarificou se encabeçará a lista às eleições gerais de 2017, após quase 40 anos no poder em Angola. Foi precisamente em março, também na abertura de uma reunião do comité central do MPLA, que Eduardo dos Santos anunciou que se pretendia retirar da vida política em 2018.

José Eduardo dos Santos, de 74 anos, sucedeu em 1979 ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, mas já integrava o primeiro Governo após o período colonial português, então como ministro das Relações Exteriores.

Maioria absoluta…no mínimo

O presidente do MPLA e chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, afirmou esta sexta-feira o objetivo do partido em vencer as eleições gerais de 2017 pelo menos com maioria absoluta, mas não esclareceu se é candidato.

“O nosso objetivo é ganhar as eleições com maioria qualificada ou no mínimo maioria absoluta e o segredo estará na disciplina, na união e coesão de todos em torno dos nossos candidatos, quer no processo da campanha eleitoral quer no momento da votação”, afirmou José Eduardo dos Santos, durante o discurso de abertura da segunda reunião ordinária do Comité Central do MPLA, que se realiza hoje em Luanda.

O Comité Central do MPLA conta desde agosto último com 363 membros e da ordem de trabalhos da reunião de hoje, a segunda do atual mandato, consta a apreciação da estratégia eleitoral do partido.

“O Comité Central, nesta sessão, vai aprovar a estratégia eleitoral do partido, onde estarão expressas as orientações que todas as estruturas deverão cumprir”, disse.

A atual Constituição de Angola, que é o segundo maior produtor de petróleo de África, prevê que o cabeça de lista do partido mais votado em eleições gerais (parlamento e Presidência) é automaticamente designado Presidente da República.

“Devemos trabalhar com o povo e para o povo, rumo à vitória. E celebrar condignamente o sexagésimo aniversário da fundação do MPLA, que se aproxima”, disse o líder do partido.

José Eduardo dos Santos, de 74 anos, sucedeu em 1979 ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, mas já integrava o primeiro Governo após o período colonial português, então como ministro das Relações Exteriores.

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