O estado norte-americano da Georgia executou na terça-feira um preso, William Sallie, condenado à morte pelo homicídio em 1990 do seu sogro, John Moore.

Sallie, de 50 anos, foi declarado morto às 22h05 hora local (3h05 desta quarta-feira em Lisboa) após receber uma injeção letal na prisão estadual de Jackson, segundo notificou o Departamento Correcional da Georgia.

A 28 de março de 1990, Sallie, a quem a mulher, Robin, tinha pedido o divórcio um ano antes, apareceu em casa dos sogros com uma arma. Matou John Moore, na altura com 41 anos, com seis disparos e feriu depois a sogra, Linda Moore, com um tiro, e algemou-a. Algemou também o irmão mais novo da sua mulher, Justin, na altura com nove anos.

Depois disto, Sallie sequestrou a esposa e a irmã dela, April, levando-as para uma casa que tinha alugado nas redondezas, onde as violou e finalmente libertou depois de as fazer prometer que não o iriam denunciar.

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Os advogados de Sallie apresentaram vários recursos para travar a execução em que defenderam que um dos membros do júri que o condenou à morte em 1991 mentiu sobre possíveis preconceitos em relação ao caso. No entanto, os tribunais rejeitaram os recursos por serem apresentados fora de prazo.

gA Georgia lidera o ‘ranking’ de execuções nos Estados Unidos em 2016, com nove das 19 ocorridas do país.

Nunca antes tinha o estado feito tantas execuções, sendo 1987 e 2015, com cinco presos cada um, os anteriores anos com maior número.

Desde que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos reinstaurou a pena capital em 1976, 1.441 presos foram executados no país, 69 deles na Georgia.
Na quinta-feira, o estado do Alabama planeia executar Ronald Smith pelo assassínio em 1994 de um funcionário de um supermercado. Se nada o impedir, esta será a última execução do ano.