Isabel Mota foi eleita esta quarta-feira, por unanimidade, presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian. A administradora sucede no cargo a Artur Santos Silva que, de acordo com política de governo da Fundação, não pode ser reeleito.

De acordo com um comunicado da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a nova presidente foi eleita por unanimidade na reunião do Conselho de Administração Plenário do organismo, e iniciará funções a 3 de maio de 2017, data em que termina o mandato do atual presidente.

Isabel Mota, membro executivo do conselho desde 1999, “foi eleita por voto secreto, depois de ter aceitado apresentar-se à votação do conselho, por solicitação unânime dos seus colegas”, indicou a fundação. Em comunicado, a administradora descreveu a sua eleição como “um dos dias mais marcantes” da sua vida.

“É com um grande sentimento de gratidão pela instituição e pelos meus colegas no Conselho de Administração que aceito a confiança que em mim depositaram”, afirmou Isabel Mota. “Tenho a consciência da honra, mas também da enorme responsabilidade que consiste em presidir a uma instituição cuja ação tem sido tão determinante em tantos domínios da nossa vida coletiva.”

Assumindo como compromisso prosseguir “o propósito de manter a Fundação a acompanhar os novos tempos” e fazer dos “mais vulneráveis” os “principais beneficiários da atividade” do organismo, a nova presidente da Gulbenkian defendeu a “importância da arte e da cultura que nos dão a sabedoria e constituem os alicerces da tão necessária tolerância nos tempos conturbados em que vivemos“.

“Suceder a uma personalidade de tal forma marcante e com o prestígio na nossa sociedade como o Doutor Artur Santos Silva torna ainda mais exigente a missão que entenderam atribuir-me. Fá-lo-ei com muita humildade, orgulho e sentido do dever, sabendo que posso contar com um grupo de colegas cujas qualidades pessoais e profissionais são inigualáveis.”

Isabel Mota nasceu a 15 de agosto de 1951, em Lisboa. Licenciada em Finanças pela Universidade de Lisboa, foi professora no Instituto Superior de Economia e Secretária de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Regional durante os Governos de Aníbal Cavaco Silva, tendo sido responsável pelas negociações com a União Europeia dos Fundos Estruturais e de Coesão para Portugal.

Entre 2010 e 2016, foi conselheira do Conselho Económico e Social – Portugal e desde 2011 que é vogal do Conselho das Ordens Honoríficas Portuguesas. Foi agraciada com os graus de Grande Oficial e Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique em 2005 e 2006, respetivamente, e em 2015 recebeu a Medalha de Serviços Distintos, Grau Ouro, do Ministério da Saúde.