Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália e Reino Unido pediram esta quarta-feira um “cessar-fogo imediato” face à “catástrofe humanitária” em Alepo e exortaram a Rússia e o Irão a “utilizarem a sua influência” sobre a Síria para o conseguir.

“A urgência absoluta é a de um cessar-fogo imediato para permitir às Nações Unidas entregar ajuda humanitária às populações do leste de Alepo e socorrer os que fugiram”, lê-se numa declaração comum das seis potências ocidentais divulgada pela presidência francesa.

“Condenamos as ações do regime sírio e dos seus parceiros estrangeiros, em particular a Rússia, por obstruírem a ajuda humanitária, e condenamos com firmeza os ataques do regime sírio que devastaram as instalações civis e médicas, assim como a utilização de barris explosivos e de armas químicas”, acrescentam os dirigentes dos seis países.

As capitais ocidentais apelam igualmente “a todas as partes na Síria para respeitarem o direito internacional humanitário, incluindo as Convenções de Genebra” e pedem às “Nações Unidas para investigarem”.

Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália e Reino Unido declaram-se “dispostos a avaliar medidas restritivas adicionais contra indivíduos e entidades que atuem pelo regime sírio e em seu nome”.

“Só uma solução política pode levar a paz ao povo sírio”, concluem.

O regime sírio, apoiado pela força área russa, lançou há três semanas uma ofensiva para recuperar aos rebeldes a zona oriental de Alepo, segunda maior cidade e principal centro económico da Síria antes da guerra.

O leste de Alepo era controlado pelos rebeldes desde 2012 e nele viviam cerca de 250.000 civis antes da ofensiva em curso. Desde então, dezenas de milhares de civis fugiram e cerca de três quartos daquela parte da cidade foram tomados pelas forças do regime de Damasco.

Segundo a declaração comum dos seis países, “200.000 civis, entre os quais numerosas crianças, estão privados de alimentos e de medicamentos” em Alepo, “diariamente submetida a bombardeamentos e a ataques de artilharia pelo regime sírio, apoiado pela Rússia e pelo Irão”.