O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, exigiu, esta quinta-feira, respeito para o seu país e um tratamento igualitário, defendendo o fim dos “duplos padrões” para poder restabelecer a confiança e estabilizar a Europa.

“Não sei se esta é a Europa que queremos”, disse o chefe da diplomacia russa durante a intervenção na reunião anual da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que decorre esta quinta e sexta-feira em Hamburgo, na Alemanha.

Criticando o “mito” da ameaça russa, Lavrov apostou em deixar de lado a “retórica beligerante” e lamentou as “alegações e requerimentos” em vez do diálogo, lembrando que não são estes os fundamentos da OSCE.

Na intervenção, Lavrov defendeu que a OSCE deve funcionar como uma “comunidade de iguais” e enfatizou a importância de haver uma “atmosfera igualitária” no diálogo entre os 57 países que compõem esta instituição.

Sobre o funcionamento da organização, Lavrov criticou as tentativas de acabar com o consenso que norteia a atuação da OSCE, a base do seu funcionamento e o principal motivo dos seus problemas de eficiência.

O conselho anual da OSCE começou por debater a Síria e a Ucrânia, num encontro onde vão participar, entre outros, também o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry.