O Presidente eleito dos Estados Unidos da América, Donald Trump, disse, na quinta-feira, que quando tomar posse, a 20 de janeiro, a China começará a “respeitar as regras do jogo”.

“A China é responsável por quase metade do nosso défice comercial e a China não é uma economia de mercado, eles não respeitam as regras do jogo e chegou a hora de o começarem a fazer. Têm de o fazer”, disse Trump em Des Moines, Iowa, num comício.

Segundo Trump, a China tem “uma dívida massiva em propriedade intelectual”, “impõe impostos injustos” às empresas norte-americanas, “não ajuda com a Coreia do Norte como deveria” e também não respeita as regras do jogo quando desvaloriza a sua moeda e faz ‘dumping’ (venda de produtos abaixo do preço de custo) ou concorrência desleal.

“Fora isto, [os chineses] têm sido maravilhosos”, ironizou.

Trump surgiu neste comício, com que celebrou a sua eleição há um mês, ao lado do governador do estado do Iowa, Terry Branstad, que na quarta-feira escolheu para ser o próximo embaixador dos Estados Unidos na China.

Branstad considera o Presidente da China, Xi Jinping, um “velho amigo”.

“Muita gente queria esse cargo [de embaixador em Pequim]. Já sabem, não é um cargo mau, vive-se como um rei. Mas ele [Branstad] não quer viver como um rei, quer trabalhar nessa relação [dos EUA com a China]”, disse Trump.

As relações entre Trump e Pequim começaram mal, depois de o Presidente eleito dos EUA ter falado por telefone com a Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, naquele que foi o primeiro contacto de alto nível entre Washigton e Taipe desde 1979.

A China pediu explicações à Casa Branca e a Administração do ainda Presidente Barack Obama acabou por lembrar que o único Governo chinês que Washington reconhece é o de Pequim.