Propinas

Associações representativas de 100 mil estudantes exigem fim das propinas

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Estruturas representativas de mais de 100 mil estudantes do ensino superior decidiram exigir o fim do pagamento de propinas, durante um encontro nacional realizado durante o fim de semana.

As associações reconhecem como positiva a medida adotada pela Assembleia da República para travar o aumento das propinas, mas pretendem medidas políticas que tracem um novo para o futuro

Tiago Petinga/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Estruturas representativas de mais de 100.000 estudantes do ensino superior decidiram exigir o fim do pagamento de propinas, durante um encontro nacional realizado durante o fim de semana.

Os estudantes pretendem impulsionar uma reforma no sentido da gratuitidade progressiva do ensino superior, conforme previsto no artigo 74.º da Constituição da República Portuguesa.

No documento que emitiram na sequência do encontro de direções associativas, manifestam-se convictos de que é na universalidade do acesso ao conhecimento que assenta a construção de “uma sociedade mais justa e desenvolvida”. Subscrevem esta posição 20 estruturas associativas, entre as quais as associações académicas de Coimbra e de Lisboa. As sucessivas atualizações do valor das propinas, desde 1992, levaram a que atingisse atualmente os 1063 euros.

“Simultaneamente por toda a Europa, as propinas têm sido abolidas ou reduzidas, inclusivamente em países com uma realidade sócio-económica idêntica à do nosso”, escrevem os estudantes.

As associações reconhecem como positiva a medida adotada pela Assembleia da República para travar o aumento das propinas, mas pretendem medidas políticas que tracem um novo para o futuro.

Neste sentido, defendem um modelo de financiamento que não penalize as instituições de ensino e que alargue as possibilidades de acesso a estudos superiores.

“Face ao desinvestimento no setor registado no passado recente e à consequente mercantilização do sistema, a propina converteu-se num mecanismo discriminatório no acesso e sucesso académicos, em função da condição económica de cada estudante”, lê-se no texto divulgado esta segunda-feira.

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