O custo do programa dos caça-bombardeiros F-35, o maior programa militar na história dos Estados Unidos, está “fora de controlo”, escreveu esta egunda-feira o Presidente americano eleito, Donald Trump, na rede social Twitter, citada pelas agências internacionais.

“O programa F-35 e o seu custo estão fora de controlo. Muitos mil milhões de dólares podem — e vão — ser poupados em aquisições militares (e outras) depois de 20 de janeiro”, prometeu Trump, numa altura em que existem informações de que os custos e o calendário do programa derraparam significativamente face às estimativas iniciais.

A fabricante de material aeronáutico e de armamento norte-americana Lockheed Martin tem um contrato de 1,5 triliões de dólares (1,4 biliões de euros) até 2070 para desenvolver a última geração destes aviões de combate. Cada aparelho está estimado custar 100 milhões de dólares (cerca de 94 milhões de euros). Lançado no início da década de 1990, o programa F-35 é um dos mais caros da história militar norte-americana.

Na semana passada, e também devido aos montantes monetários envolvidos, Trump defendeu o cancelamento do contrato milionário com a fabricante Boeing para a construção de um novo avião presidencial ‘Air Force One’, classificando mesmo os custos envolvidos como “ridículos”.

“A Boeing está a construir um novo ‘Air Force One’ 747 para futuros Presidentes, mas os custos estão fora de controlo, mais de quatro mil milhões de dólares [3,7 mil milhões de euros]. Cancelar encomenda”, escreveu na altura Trump no Twitter. O projeto foi atribuído à construtora americana Boeing em janeiro de 2015 e na altura estava avaliado em cerca de três mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros). A conclusão do projeto está prevista para 2024.

O Presidente eleito confirmou esta segunda-feira igualmente a escolha do general aposentado John Kelly para assumir a pasta da Segurança Interna, nome que tinha sido avançado na semana passada pelos ‘media’ americanos.

Este antigo fuzileiro naval (‘marine’) de 66 anos estará à frente do Departamento que assume a responsabilidade da segurança interna dos Estados Unidos (incluindo a luta contra o terrorismo em território americano), mas também o controlo das fronteiras norte-americanas, da imigração e dos processos de naturalização.

John Kelly, que perdeu um filho militar no Afeganistão, dirigiu entre 2012 até ao ano corrente o Comando Sul, o comando militar norte-americano que abrange a América Latina. Neste cargo, este general aposentado foi responsável pela controversa prisão militar de Guantánamo, em Cuba. “É a pessoa certa para liderar a missão urgente de travar a imigração ilegal e de garantir a segurança das nossas fronteiras”, disse Trump, num comunicado divulgado hoje.

Donald Trump, vencedor das eleições do passado dia 8 de novembro, será empossado a 20 de janeiro de 2017, numa cerimónia pública junto ao edifício do Capitólio, em Washington.