Uma cara amarela com lágrimas de tanto rir é, além de um muito familiar emoji, a “palavra” de 2015 segundo a Oxford Universities. À data, o motivo da eleição era o facto de essa carinha divertida ter explodido em todo o mundo. A tendência parece ter vindo para ficar, isto porque uma empresa de tradução sediada em Londres está à procura de um tradutor de emojis — é, muito provavelmente, o primeiro trabalho do género em todo o mundo.

A Today Translations apresenta-se como uma “empresa dinâmica de línguas”, com uma rede de mais de 3 mil linguistas e conhecimentos em mais de 200 línguas. Acontece que o já vasto reportório não chega: é preciso alguém para traduzir emojis e, assim, evitar mal-entendidos culturais.

Do cargo de trabalho em regime freelancer — mas com possibilidade de crescer — fazem parte tarefas como ficar atento às últimas tendências neste universo: “A tradução de emojis é em si um campo emergente, mas dominado até à data por software que muitas vezes é insensível a várias diferenças culturais no uso e na interpretação”, lê-se na respetiva oferta de trabalho. O salário é “competitivo”.

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Os emojis existem nos telemóveis japoneses desde o final da década de 1990, mas só ganharam popularidade global em 2011, quando os iPhones começaram a chegar-nos às mãos com teclados dedicados por inteiro aos ícones muito expressivos.

Aliás, um estudo de 2015 com a assinatura da Emogi Research Team concluiu que bastaram apenas quatro anos para que o uso de emojis aumentasse 35%, com a sua utilização a alastrar-se às redes sociais, tal como se pode ler neste especial que o Observador dedicou ao tema.

Mas porquê um tradutor? Porque, tal como explica a BBC, o emoji da mão a acenar, que para nós poderá querer dizer “olá” ou “adeus”, tem um significado muito diferente na China, assemelhando-se ao muito europeu “dedo no meio”. E este é só um exemplo.