Não está a ser um ano fácil para a Yahoo. Já 2014 não tinha sido. E sabemos agora que 2013 também não o foi. A Yahoo disse na quarta-feira que mil milhões de contas – ou seja, a maioria dos utilizadores do gigante norte-americano – terão sido invadidas por “um agente estatal” em 2013.

Potencialmente, existem mil milhões de pessoas cujas comunicações pessoais e profissionais, passwords, e-mails, informação médica e fotografias, entre outra informação, podem estar agora a ser vendidas no obscuro mercado negro da internet. Foi assim que este furo de segurança foi descoberto.

A multinacional norte-americana ainda se estava a levantar do escândalo deste verão, quando revelou que mais de 500 milhões de utilizadores terão tido as suas contas de e-mail invadidas por piratas informáticos em 2014. A informação conhecida hoje é uma nova bomba que vem afetar a credibilidade da empresa que foi recentemente adquirida.

Os maiores “furos” de segurança

Em Fevereiro de 2000, muito antes de a internet estar disponível em todo o lado, o canadiano Michael Calce conseguiu quebrar a segurança da CNN, da Yahoo e das plataformas online Amazon e eBay, paralisando os sites durante horas e gerando custos de muitos milhões de dólares aos lesados.

Já em 2015, naquele que terá sido, talvez, o golpe mais mediático do ano, um grupo de piratas informáticos acedeu à informação pessoal dos 39 milhões de pessoas que se tinham registado no site para “cometer infidelidades” Ashley Madison. Foram publicados os nomes de utilizadores, os endereços de e-mail e as fantasias sexuais de milhões de pessoas. Muitas utilizavam o site para encontros extra-matrimoniais.

Em 2014, descobriu-se que jornalistas do jornal britânico News of the World, tinham contratado hackers para garantirem acesso à correspondência de celebridades, políticos e, até, da família real, criando um mundo de furos jornalísticos que ninguém entendia de onde vinham.

O grupo Anonymous, que gosta de dizer que apenas ataca “os maus”, difundiu, em Outubro de 2015, uma lista com 57 números de telefone e 23 endereços de e-mail alegadamente pertencentes a membros do Ku Klux Klan, uma associação com base nos Estados Unidos que é conhecida por defender a supremacia da raça branca. Os ataques em Paris, reivindicados pelo auto-proclamado Estado Islâmico (Daesh), também provocaram a ira dos piratas que garantem ter feito desaparecer das redes sociais mais de 12 mil contas associadas ao grupo extremista.