O regulador britânico que controla os processos de fertilização autorizou as clínicas a avançarem com procedimentos que permitem o nascimento de bebés com ADN de três pessoas diferentes. Motivo: impedir doenças geneticamente transmissíveis. De acordo como o The Guardian, o The Human Fertilisation and Embryology Authority (em português, a Autoridade para a Fertilização e Embriologia Humana) decidiu conceder as licenças às clínicas depois de se ter reunido para analisar os estudos científicos relativos à segurança do procedimento.

Médicos de Newcastle estarão em condições de executar uma técnica experimental, que se chama Mitochondrial Replacement Therapy (Terapia de Reposição Mitocondrial), que pretende evitar que mulheres passem para as crianças doenças genéticas graves.

Na verdade, as mulheres com este problema nas mitocôndrias (estruturas celulares produzir energia para as células) passam para os filhos essas insuficiências. Esta nova técnica, evita-o. A doença afeta um em cada 10 mil recém-nascidos, que acabam por morrer jovens, após o cérebro, o coração, o músculo e outras funções do corpo começarem a falhar por falta de energia nas células.

No processo as mitocôndrias com malformações genéticas da mãe são substituídos por outras com ADN de uma dadora saudável, que depois se juntam ao ADN do pais. Ou seja: o bebé nasce com material genético de três pais.

Em setembro, a revista New Scientist, anunciou que cinco meses antes tinha nascido o primeiro bebé com o código genético de três pessoas diferentes. A “técnica revolucionária”, permitiu que nascesse Abrahim Assan, no México, local escolhido para o procedimentos, uma vez que havia um vazio legal no país.