O Sporting informou esta quinta-feira que vai ter de pagar 12 milhões de euros ao fundo de investimento Doyen, depois de o Supremo Tribunal da Suíça ter recusado o recurso interposto pelo clube da I Liga portuguesa de futebol.

Os leões tinham decidido recorrer da sentença do Tribunal Arbitral do Desporto, que tinha condenado o Sporting a pagar 12 milhões de euros à Doyen, que detinha parte dos direitos do argentino Marcos Rojo, transferido para o Manchester United por 20 milhões de euros.

O Supremo Tribunal da Suíça decidiu não dar provimento ao recurso interposto pela Sporting Clube de Portugal — Futebol, SAD sobre o chamado “caso Doye”. Nesse sentido, foi confirmada a sentença proferida pelo Tribunal Arbitral do Desporto de Lausanne (TAS) que condena a Sporting Clube de Portugal — Futebol, SAD ao pagamento de 12 milhões de euros à Doyen acrescidos de juros”, lê-se no comunicado dos leões no Facebook.

Em 2014, o clube lisboeta e a Doyen, que investiu três milhões e era detentora de 75% dos direitos económicos do defesa internacional argentino, entraram conflito, a propósito da proposta do Manchester United para a transferência do Rojo. Dias antes da mudança do defesa para Old Trafford, o Sporting rescindiu unilateralmente os contratos que tinha com o fundo de investimento relativos a Rojo e também ao marroquino Labyad, alegando justa causa.

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Com esta decisão, o clube de Alvalade restituiu à Doyen os três milhões de euros que o fundo tinha investido no jogador e pagou quatro milhões ao Spartak Moscovo, clube em que Rojo tinha atuado antes de ingressar em Alvalade e que tinha direito a uma percentagem numa futura transferência.

Os leões, em comunicado, considera que a perda do recurso no “caso Doyen” é uma das várias razões que “têm levado o Presidente do Sporting CP a manifestar publicamente ‘vergonha’ pelo estado em que se encontra o mundo do Futebol”.