O Parlamento chumbou esta sexta-feira a proposta do PCP de recomendar ao Governo o aumento do Salário Mínimo Nacional para 600 euros em janeiro. Apesar dos votos favoráveis do BE, Verdes e PAN, o PS juntou-se à direita na votação e impediu com isso que a recomendação chegasse ao executivo. O Governo socialista comprometeu-se a aumentar o salário mínimo para 557 euros e 600 até ao final da legislatura.

As bancadas do PS, PSD e CDS votaram alinhadas contra o projeto de resolução do PCP, enquanto BE, PEV e o deputado único do PAN votaram a favor, ao lado, dos comunistas. Para a deputada comunista Rita Rato o chumbo da proposta revela um acordo do Governo com as confederações patronais, que, disse, “vetam todos os aumentos de direitos e de salários dos trabalhadores”. “O compromisso do PCP é com os trabalhadores e com o crescimento do país”, disse a deputada esta sexta-feira no Parlamento durante a discussão e votação do diploma.

Também o PSD tinha uma proposta sobre o tema, no sentido de a atualização do salário mínimo estar ligada ao “crescimento, competitividade e emprego” num “contexto alargado” de “combate às desigualdades e à pobreza que assegure e promova a paz social e o desenvolvimento”. O PSD não propõe valores concretos nem datas definidas, mas acabou também por ser chumbada.

A iniciativa dos sociais-democratas só contou com o apoio dos democratas-cristãos e do deputado único do PAN. PS, BE, PCP e PEV votaram contra o documento do PSD.