Alan Ruschel, sobrevivente do acidente de aviação que envolveu o clube de futebol brasileiro Chapecoense, teve alta e falou publicamente pela primeira vez sobre o desastre aéreo que vitimou 76 pessoas. Visivelmente emocionado, o jogado prometeu fazer tudo para voltar e recordou os momentos que antecederam a queda do avião.

“Quando a gente chegou em Santa Cruz, a gente pegaria o voo fretado. Eu estava sentando mais atrás, mas o Cadu pediu para sentar na frente para deixar os jornalistas no fundo. Na hora eu não quis sair. Aí o Follmann, que insistiu para sentar com ele. Saí de trás e fui sentar com o Follmann. É a parte que eu lembro”, contou Ruschel.

Ruschel, de 27 anos, foi um de três jogadores da Chapecoense que sobreviveram ao acidente. Com uma lesão na coluna, os médicos chegaram a temer que pudesse ficar paraplégico. Foi operado e acabou por reagir bem à cirurgia. No dia em que teve alta hospitalar, aproveitou a conferência de imprensa para prometer que ia voltar mais forte.

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“Não tenho palavras para explicar o que estou sentindo. É uma mistura de sentimentos, uma alegria grande por poder estar aqui de novo, sentado aqui. Mas ao mesmo tempo é um luto por ter perdido muitos amigos. [Vou seguir] em frente, honrando os que foram morar com Deus. Honrarei seus familiares que aqui ficaram, que hoje estão sentindo a dor. Farei de tudo para voltar a jogar”, afirmou o lateral-esquerdo.

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Durante a declaração aos jornalistas, foram vários os momentos em que Ruschel não conseguiu sequer conter as lágrimas. A conferência de imprensa acabou por ficar marcada, naturalmente, por um clima de muita consternação.

A 29 de novembro, a queda de um avião na Colômbia causou a morte da maioria das pessoas que seguiam a bordo, incluindo grande parte dos jogadores da Chapecoense, dirigentes e jornalistas que acompanhavam a equipa brasileira, que se preparava para disputar a primeira mão da final da Taça Sul-americana com os colombianos do Atlético Nacional.