Um bombista suicida provocou este domingo a morte de, pelo menos, 40 militares na cidade de Aden, no sul do Iémen, avançou a CNN, que cita duas fontes oficiais. O atentado teve como alvo a base militar de Al-Sawlaban e aconteceu no momento em que os soldados aguardavam em fila o pagamento dos seus salários.

À France-Presse, Abdel Nasser al-Wali, chefe de saúde de Aden, “o número de mortos excede os 40 e há cerca de 50 outros feridos”. As estradas foram cortadas e os feridos encaminhados para os quatro hospitais da cidade.

O bombista conseguiu entrar na base disfarçado de soldado, misturando-se com os militares que que aguardavam o pagamento junto à casa do chefe das forças especiais de segurança, o Coronel Nasse Sarea. O ataque ainda não foi reivindicado.

No passado dia 10 de dezembro, 48 soldados morreram na mesma base militar na sequência de um ataque que tinha como alvo soldados que estavam a receber o salário, numa situação muito semelhante há deste domingo. O atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

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Os conflitos no Iémen tem vindo a agravar-se nos últimos anos. O Estado Islâmico e a Al-Qaeda têm-se aproveitado dos confrontos entre as forças do governo — apoiadas desde março de 2015 por uma coligação árabe — e os rebeldes xiitas Huthis — que controlam uma parte da capital Sana –, para reforçarem a sua presença na zona do sul do país.

Os atentados em Aden, onde está instalado o Governo, reconhecido internacionalmente, têm-se multiplicado nos últimos meses. No entanto, a Al-Qaeda distanciou-se do último ataque de dia 10 argumentando que quer evitar “derramar sangue muçulmano” focar-se no combate aos americanos e seus aliados”.