É o último grito da tecnologia informática. Chama-se DGX-1 e consiste numa pequena caixa através da qual os utilizadores podem aceder a um nível de acesso a inteligência artificial nunca antes praticado. Quem o quiser adquirir vai ter de desembolsar cerca de 130 mil euros.

O DGX-1 foi fabricado pela NVIDIA, empresa que trabalha essencialmente no desenvolvimento do processamento gráfico. O El Español conta que a empresa tecnológica imprimiu nesta última invenção um “sistema com hardware e software de aprendizagem profunda com ferramentas de desenvolvimento” que pode começar a ser utilizado assim que for adquirido. O DGX-1, um computador com a capacidade de processamento de 250 servidores “convencionais”, tem como principal objetivo reduzir o tempo que se leva a entrar nas redes neuronais da inteligência artificial.

Não é para quem quer, é para quem pode

Este avanço tecnológico assinado pela NVIDIA não está no entanto, ao alcance de todos. Neste momento são menos de 100 as empresas que se podem gabar de ter o último grito dos computadores ao seu serviço. E talvez isso tenha uma justificação monetária: atualmente o DGX-1 custa cerca de 130 mil euros – ainda assim muito abaixo dos milhões que custam alguns supercomputadores instalados em grandes empresas (como a IBM) e universidades.

Por outro lado, quem já usufrui do mais recente sistema de análise de inteligência artificial parece estar a dar o nota positiva ao avanço tecnológico da NVIDIA. O jornal espanhol dá conta de que o Massachusetts General Hospital já usufrui da tecnologia, assim como os laboratórios Argonne e Oak Ridge, que usam o sistema para poder analisar novos tratamentos do cancro, assim como trilhar os caminhos da origem do mesmo. Chama-se Cancer Moonshot e é Joe Biden, o vice-presidente dos EUA, quem comanda o projeto.