A crise que atravessa o Brasil chegou a uma das sete maravilhas do mundo. Pela primeira vez em 85 anos, vai ser feita uma recolha de fundos para obras no Cristo Redentor (depois do dinheiro recolhido antes da construção). A Arquidiocese do Rio de Janeiro, responsável pela manutenção do monumento, pede aos fiéis, empresários e moradores sensibilizados com a situação que ajudem e depositem os seus donativos.

A estátua de 30 metros de altura gasta cerca de cinco milhões de reais por ano (1,4 milhões de euros) para garantir a sua manutenção, serviços e o pagamento de funcionários do santuário. O padre Marcos William, porta-voz da Arquidiocese refere ao jornal “O Globo” que “o fiel é atingido pela crise e percebemos isso nas colaborações uma vez que os donativos têm diminuído consideravelmente”.

As parcerias institucionais entre a Arquidiocese e as empresas privadas também já não são suficientes para assegurar a sua manutenção. O monumento funciona como para-raios para as descargas de eletricidade nos dias de tempestade e precisa de reparações constantes.

O Cristo Redentor recebe cerca de três milhões de visitantes anualmente, sendo que a entrada custa 68 reais (19 euros) na temporada alta e fins-de-semana. No entanto, a Arquidiocese do Rio afirma que não recebe nada da bilheteira de acesso ao Parque Nacional da Tijuca, onde está situado o santuário.

Na realidade, esta não é a primeira vez que o Cristo Redentor apela à caridade. A construção do monumento não teria sido possível sem os donativos de populares feitos em arrecadações de fundos realizados pela Igreja Católica em 1923 e 1929. A construção começou em 1922 e foi inaugurado em 1931.