Poucas semanas após o anúncio de que o Octavia iria receber uma extensiva actualização, a Skoda dá, agora, a conhecer o renovado Octavia RS – naturalmente dotado de todas as melhorias introduzidas nas versões “normais”, em especial em termos de conectividade e dos sistemas de segurança e assistência ao condutor. Aqui, menção obrigatória para a travagem automática de emergência em cidade, para o controlo de estabilidade para o reboque, para a monitorização do ângulo morto, para o alerta de tráfego na traseira e para o crew protect assist (fecha automaticamente as janelas e o tecto de abrir na iminência de um acidente, ao mesmo tempo que tira a folga dos cintos de segurança dianteiros).

Mas é claro que não faltam todos aqueles elementos que permitem a esta variante de altas prestações, que continua a ser proposta em carroçaria de cinco portas e carrinha, distinguir-se das restantes. No exterior, tal é garantido pelas tomadas de ar de maiores dimensões com estrutura em favo de abelha, pelos faróis por LED com iluminação adaptativa AFS, pelas luzes laterais dianteiras por LED integradas no pára-choques, pelo deflector traseiro e pelo imponente difusor traseiro em preto. No habitáculo, marcam presença os bancos desportivos em pele e tecido (agora disponíveis também em Alcantara), volante desportivo em pele perfurada, pedaleira em alumínio e iluminação interior ambiente configurável pelo utilizador.

A mecânica é, ainda assim, o domínio em que o novo Octavia RS mais faz a diferença relativamente ao seu predecessor. Além da suspensão rebaixada 15 mm, conta com uma via traseira 30 mm mais larga, pinças de travão vermelhas e jantes de liga leve de 17”. Do seu lote de atributos fazem ainda parte a direcção de assistência progressiva, o sistema de selecção dos modos de condução Performance Mode Select, o opcional emulador de som que torna mais audível a sonoridade do escape, o controlo de estabilidade com diferencial electrónico XDS+ e a suspensão adaptativa DCC, que permite optar entre os modos Comfort, Normal e Sport.

Como anteriormente, estão disponíveis dois motores de quatro cilindros e 2,0 litros sobrealimentados, um a gasóleo e outro a gasolina. O primeiro é o mesmo 2.0 TDI da anterior geração, com 184 cv e um binário máximo de 380 Nm disponível logo às 1.750 rpm, podendo ser combinado com a tracção dianteira ou um sistema de tracção integral permanente. A versão 4×2 monta de série uma caixa manual de seis velocidades, sendo a caixa pilotada DSG de dupla embraiagem e seis relações opcional, ao passo que a variante 4×4 só está disponível com caixa DSG6. O Octavia RS 2.0 TDI anuncia 7,9 segundos nos 0-100 km/h, 232 km/h de velocidade máxima e um consumo combinado de 4,5 l/100 km.

a opção a gasolina, animada pelo motor 2.0 TSI, passa a ser o Octavia RS mais potente e veloz de sempre. Com mais 10 cv do que na geração anterior, oferece 230 cv de potência e um binário máximo de 350 Nm, disponível de forma constante entre as 1.500 rpm e as 4.600 rpm, o que lhe permite cumprir os 0-100 km/h em 6,7 segundos, alcançar os 250 km/h de velocidade máxima e anunciar um consumo combinado de 6,5 l/100 km. Proposto somente com tracção dianteira, conta de série com caixa manual de seis velocidades, sendo a caixa DSG6 uma opção.