535kWh poupados com o Logótipo da MEO Energia Logótipo da MEO Energia
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Logótipo da MEO Energia

Adere à Fibra do MEO com a máxima velocidade desde 32.99/mês aqui.

JP defende que abstinência sexual deve ser abordada na educação para a saúde. JS ataca proposta "ridícula"

Este artigo tem mais de 5 anos

Juventude do CDS/PP defendeu o ensino da abstinência sexual não deve surgir anos depois do ensino da contracepção, e juventude socialista chamou à proposta "ridícula". Jotas trocam acusações.

Líder da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, rodeado de 'jotas' na Escola de Quadros do CDS, este verão
i

Líder da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, rodeado de 'jotas' na Escola de Quadros do CDS, este verão

FÁBIO PINTO/OBSERVADOR

Líder da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, rodeado de 'jotas' na Escola de Quadros do CDS, este verão

FÁBIO PINTO/OBSERVADOR

A Juventude Popular (JP) reagiu esta semana à versão preliminar de um relatório da Direção-Geral de Educação e da Direção-Geral de Saúde que estabelece os princípios orientadores daquilo que deve ser a educação para a saúde nas escolas, apresentando um conjunto de propostas que passam pela defesa de que as crianças devem receber educação para a abstinência sexual tal como são informadas sobre os métodos contracetivos. O ex-líder da Juventude Socialista não gostou da proposta que apelidou de “ridícula” e o líder da JP reagiu à reação.

No conjunto de seis propostas, avançadas pelo jornal i e a que o Observador teve acesso, os jovens democratas-cristãos defendem que “não é aceitável que se planifiquem, a partir do 5º ano, aulas sobre métodos contracetivos, mas que a primeira palavra sobre abstinência sexual seja proferida apenas no 10º ano”. E por isso defendem que a educação para a abstinência sexual seja feita a par com a educação para a utilização de métodos contracetivos.

Qual é a lógica que justifica que uma criança de 10 anos possa aprender tudo sobre a utilização correta do preservativo, mas tenha de esperar pelos 15 anos para poder discutir a mera hipótese da abstinência sexual?”, perguntam, acrescentando que “se o objetivo é promover uma liberdade responsável, os alunos podem ter acesso a informação sobre a contraceção, mas também devem receber uma educação para a abstinência”.

A par desta proposta, os jovens liderados por Francisco Rodrigues dos Santos, defendem ainda que a gravidez indesejada “não seja inventariada ao lado das IST (infeções sexualmente transmissíveis), como se se tratasse de mais uma doença que os contracetivos ajudam a prevenir”. “A educação sexual também serve para combater a perceção de que um filho é um empecilho, um aborrecimento ou uma surpresa desagradável”, afirmam, defendendo que o aborto não seja ensinado nas escolas “a crianças com 10 anos de idade”.

Entre a política de avestruz à la tea party e o bordel intelectual

Perante estas propostas, o deputado João Torres, ex-líder da juventude socialista (substituído no congresso deste fim de semana pelo deputado Ivan Gonçalves), reagiu na sua página de Facebook, iniciando uma troca de acusações entre os ‘jotas’. “Perdoem-me o excesso, mas quando soube que uma organização política de juventude propõe a educação para a abstinência sexual nas escolas apenas me ocorreu uma outra proposta, neste contexto certamente mais urgente: a educação para o decoro político. Felizmente para alguns, o ridículo ainda não mata ninguém”, escreveu.

Também o deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro usou a mesma rede social para dizer que a proposta dos jovens democratas-cristãos se baseia em “preconceitos ideológicos (sobre o corpo, a sexualidade, a sua naturalidade e as suas responsabilidades)”. “Uma espécie de política de avestruz com as roupagens de um tea party à portuguesa. É esse país passado cheio de tabus que ainda está na cabeça de algumas pessoas. Não, obrigado”, escreve o deputado responsável pela pasta do trabalho e segurança social no Parlamento.

Não indiferente às críticas, o líder da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, escreveu em jeito de direito de resposta, uma defesa das suas propostas e críticas duras ao ex-líder da juventude socialista.

“Um jota recém jubilado, militante do socialismo democrático, que (paradoxalmente) há bem pouco tempo rejubilava pelos resultados de um barómetro ideológico que registava a sua ultrapassagem pela esquerda aos jovens marxistas-leninistas, vem hoje lançar ferozes críticas à Juventude Popular por esta defender que a crianças de 10 anos deve ser ensinada a abstinência, a par da explicação sobre os métodos de contraceção. Na verdade, o revolucionário cultural não se preocupou em ler a notícia. Ficou-se pelas gordas na capa. E assim ganhou a oportunidade de mergulhar de cabeça no lamaçal político. Quem vive do comentário das letras grandes será pequeno toda a vida. É preferível, segundo as suas teses, exorcizar o fantasma da abstinência na infância, ao passo que se banaliza a prostituição. Bem vindos ao bordel intelectual de alguns senhores“, escreve.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Ofereça artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Este artigo só pode ser lido por um utilizador registado com o mesmo endereço de email que recebeu esta oferta.
Para conseguir ler o artigo inicie sessão com o endereço de email correto.