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Num dos raros textos que escreveu sobre educação, a filosofa alemã Hannah Arendt tece uma crítica contundente às pedagogias modernas adotadas por escolas e famílias em que se advoga que as crianças devem ser deixadas livres para aprender. Segundo Arendt — o texto está publicado no livro Quatro Textos Excêntricos (Relógio D’ Água) –, “estas pedagogias mais não fazem do que deixar as crianças sozinhas. E nenhuma criança aprende sozinha”.

Hoje a agilidade com que os mas novos dominam as novas tecnologias volta a reforçar esse mito de que as crianças não precisam dos mais velhos, irmãos, país, avós ou professores, para aprender. E de que aprender é acumular informação. Ora, ter informação não é sinónimo de ter conhecimento. Pois sendo algo mais complexo, o conhecimento precisa de um adulto que ajude a criança a organizá-lo, cognitiva, afetiva e socialmente.

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