O CDS-PP lamentou, esta segunda-feira, a morte do antigo líder parlamentar do PSD Silva Marques, sublinhando o papel do social-democrata como “constitucionalista reconhecido” e “parlamentar talentoso”.

Gostaria de, em nome do CDS, lamentar o desaparecimento de Silva Marques, um constitucionalista reconhecido, um parlamentar talentoso que durante muitos anos emprestou esse brilhantismo à Assembleia da República”, vincou o líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães, em declarações à agência Lusa.

E concretizou: “Gostaríamos de à família, amigos e ao PSD, apresentar as nossas sinceras condolências”. O ex-líder parlamentar do PSD Silva Marques morreu no domingo, aos 78 anos, disse esta segunda-feira à Lusa fonte partidária.

José Augusto da Silva Marques nasceu a 07 de novembro de 1938, começou na política no PCP, foi dirigente comunista na clandestinidade e afastou-se do partido antes do 25 de Abril de 1974.

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A sua experiência na clandestinidade inspirou um livro, “Relatos da clandestinidade – O PCP visto por dentro” (ed. Jornal Expresso), publicado em 1976, que, ao longo de mais de 300 páginas, contou como foi a sua adesão ao partido, o trabalho clandestino e, por fim, a rutura. Silva Marques foi, durante quatro anos, de 1976 a 1979, presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós.

Aproximou-se do PSD e foi eleito deputado pelo círculo de Leiria, de 1980 a 1999 e desempenhou o cargo de presidente do grupo parlamentar dos sociais-democratas.