Joana Simões Piedade, de 37 anos, é jornalista e uma das 3.000 pessoas que iniciou esta segunda-feira uma peregrinação que ligará Berlim a Alepo. A marcha começa, simbolicamente, no aeroporto de Berlim-Tempelhof — onde se situa o maior abrigo de refugiados do país — e preveem-se cerca de três mil quilómetros. O objetivo é lembrar ao mundo o sofrimento da cidade síria e ajudar quem mais precisa, conta a Rádio Renascença.

Pretendemos fazer um tributo aos refugiados. É um tributo àquela imensidão de pessoas que foram forçadas a desistir das suas vidas. Pais, mães e crianças, que de um momento para o outro, são obrigadas a estar a fugir das suas casas, dos seus quartos e abandonar os seus brinquedos”, sublinhou Joana à Renascença.

A repórter daquela rádio contou como as mochilas, as máquinas fotográficas, os sacos-cama, as lanternas e até uma bandeira branca — símbolo da paz — estavam prontos para uma longa jornada, onde se prevê percorrer cerca de 15 quilómetros por dia nesta “rota dos refugiados”.

De acordo com a Renascença, esta iniciativa foi organizada por uma equipa de 50 pessoas e Joana é uma delas. Consta ainda na lista o nome de outra portuguesa.

A guerra na Síria começou em 2011 e já dura há quase seis anos. Desde aí, os ataques e revoltas já fizeram mais de 400 mil mortos, mais de quatro milhões de refugiados e outros seis milhões deslocados.

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