Um tribunal de Istambul determinou esta quinta-feira a libertação da escritora turca Asli Erdogan, detida poucas semanas depois do golpe de Estado falhado de julho. Asli Erdogan foi acusada de “propaganda a favor de organização terrorista”, “pertença a organização terrorista” e “incitamento à desordem”, estando presa desde 16 de agosto. A notícia da libertação de Asli Erdogan está a ser adiantada pela France Press, que cita a agência de notícias turca Anadolu.

No entanto, e apesar da libertação, o julgamento de Erdogan continuará em janeiro, não podendo a escritora deixar o país e tendo que se apresentar periodicamente às autoridades.

Asli Erdogan foi detida no âmbito de uma operação policial do regime turco contra o jornal Ozgur Gundem, considerado próximo do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, ou PKK. Asli Erdogan é colaboradora do Ozgur Gundem. Mas a escritora não foi a única detida na operação, sendo igualmente levados para a prisão de Bakirkoy, em Istambul, dezoito jornalistas do mesmo jornal. Entretanto, dezenas de meios de informação (alegadamente próximos do imã Fetullah Gülen, que terá sido o “cérebro” do golpe de Estado) foram encerrados.