Um segundo a mais para 2016. Como? Já ouviu falar do Tempo Universal Coordenado e do Serviço Internacional da Rotação Terrestre e dos Sistemas de Referência? Pois bem, este serviço sediado em Paris define os ajustes do tempo de forma a aproximar o movimento de rotação da Terra com a escala do tempo atómico, o “tempo civil” adotado pela maioria dos países, como Portugal.

Como o movimento de rotação da Terra está em abrandamento (ligeiro, é certo), é necessário ajustar o tempo atómico — que é medido na terra por cerca de 400 relógios atómicos, que têm uma precisão acima do normal. É assim desde 1972 e desde então foram inseridos 26 segundos suplementares (em inglês são denominados de leap seconds).

O objetivo do segundo suplementar é que a diferença entre a hora que marcam os relógios (UTC) e a escala astronómica (baseada no Sol e na rotação da Terra) não seja superior a 0,9 segundos.

O último segundo foi adicionado em junho de 2015, e agora o Serviço Internacional da Rotação Terrestre e dos Sistemas de Referência decidiu adicionar mais um segundo às 23h59m59s de dia 31 de dezembro. Sendo que Portugal Continental e o Arquipélago da Madeira estão no fuso horário do Tempo Universal Coordenado, o segundo extra entra exatamente àquela hora.

Portanto, quando estiver a contar os segundos para abrir o champanhe, faça uma pausa ou conte mais um: 55, 56, 57, 58, 59, 60… Pop! Feliz 2017.

Aqui está o comunicado publicado pelo Serviço Internacional da Rotação Terrestre e dos Sistemas de Referência:

Captura de ecrã 2016-12-31, às 13.17.43

Portanto, se é daqueles que acha que 2016 foi um ano para esquecer, aguente, porque ele vai demorar a terminar… mais um segundo. Em junho, deu por isso?

Um segundo extra para ajustar os relógios à velocidade da Terra