Assumida a meta de reduzir o consumo de combustível médio da sua gama em 25% até 2020, tornando-se assim também num dos líderes em termos de emissões, a Kia começa a dar os necessários passos atingir este objectivo. O último dos quais passa pela introdução no mercado nacional do novo Niro.

Numa altura em que, mais do que os eléctricos, é o segmento dos híbridos que mais cresce entre as propostas mais ecológicas, tanto em Portugal como na Europa, o fabricante sul-coreano prepara-se para responder ao desafio lançando, nos próximos quatros anos, um total de 11 modelos mais amigos do ambiente, de que o Niro híbrido é apenas o primeiro.

Apesar das previsões apontarem para um crescimento na procura nacional por automóveis híbridos na ordem dos 12,8%, ou seja, cerca de 4.000 veículos só em 2016, a verdade é que o Kia Niro não se limita a procurar um lugar ao sol só entre os veículos menos poluentes. Mercê de uma carroçaria de aspecto mais aventureiro, a nova proposta híbrida do fabricante sul-coreano junta aos seus argumentos de venda um aspecto de crossover ou SUV. Por sinal, outros dos segmentos que mais tem crescido nos últimos anos.

Procurando conjugar o melhor de dois mundos, ao assumir-se como um crossover, mas mais económico, em prol deste novo modelo da Kia joga, desde logo, o facto de estrear uma nova plataforma, projectada de raiz para acomodar especificamente as baterias que motorizações mais ecológicas – vulgo eléctricas – necessitam. A estética com personalidade, um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,29 Cd e uma habitabilidade superior à do mais categorizado Sportage, em qualquer uma das filas de bancos, completam o ramalhete dos principais atributos.

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Com um comprimento de 4.355 mm (mais curto, portanto, que o Sportage, e ligeiramente maior que o Cee’d), 1.800 mm de largura e 1.535 mm de altura, mas principalmente com uma distância entre eixos de 2.700 mm, o Niro anuncia-se como um verdadeiro familiar. E, lá atrás, está uma bagageira que agradará à maioria, que anuncia à partida 427 litros de volume de carga, mas que com o rebatimento 40/20/40 da segunda fila de bancos pode mesmo chegar aos 1.425 litros.

Quanto ao equipamento de série, destaque para a disponibilização, no domínio da segurança, de tecnologias como o sistema de alerta e de manutenção na faixa de rodagem, a que é ainda possível juntar, como opcionais, a travagem autónoma de emergência, cruise control inteligente, detecção de ângulo morto e o alerta de tráfego traseiro – todos disponíveis através do Pack Safety, com um custo extra de 1.250€.

Já no capítulo do infoentretenimento, a mais recente Human Machine Interface da Kia, do qual faz parte um ecrã táctil de 7″, além de sistemas como a navegação, conectividade de smartphone e áudio por Bluetooth, Hi-Fi com seis altifalantes, Android Auto e Apple CarPlay e o novo pacote de conectividade Kia Connected Services, fornecido pela TomTom. Uma estreia que é também garantia, entre outros serviços, de informações actualizadas relativamente ao trânsito, radares de velocidade, pontos de interesse locais e previsões meteorológicas – tudo sem custos acrescidos para o proprietário enquanto durar a garantia geral do automóvel, ou seja, sete anos.

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Finalmente e a pensar na poupança de combustível, destaque para duas novidades, o sistema Coasting Guide e o Controlo Preditivo. O primeiro com o objectivo de, recorrendo às informações recolhidas no sistema de navegação, aconselhar a melhor atitude ao volante, como forma de poupar combustível. Já o segundo, recorrendo igualmente ao conhecimento que possui, via GPS, do percurso que o espera, aconselha a um melhor e mais eficaz aproveitamento do motor eléctrico. Por exemplo, levando-o a entrar antecipadamente em acção antes das subidas, para que o veículo ganhe velocidade, evitando um recurso superior ao motor de combustão.

E já que falamos de consumos, momento para abordar a solução híbrida escolhida pela Kia para equipar este crossover médio, em tudo idêntica à já utilizada pela “irmã” Hyundai. Tudo passa por um motor 1.6 a gasolina a debitar 105 cv e 147 Nm de binário, associado a um propulsor eléctrico que, socorrendo-se de um conjunto de baterias de polímeros de iões de lítio colocado sob o banco traseiro e com um peso de 33 kg, garante mais 44 cv e 170 Nm de binário. Ao todo, 141 cv de potência e 265 Nm de binário, com consumos de 4,4 l/100 km e emissões de 101 g/km. Isto, já com as jantes de 18″ propostas de série (o consumo e as emissões caem bastante com a montagem de jantes de 16” e pneus “verdes”).

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Preços? 27.190€ para bater concorrência

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Disponível em Portugal em Janeiro de 2017, o Kia Niro promete, desde já, argumentos capazes de atrair uma série de clientes. A começar, pelo preço, que segundo os responsáveis nacionais da marca sul-coreana, começará oficialmente nos 31.390€.

Oficialmente? Sim, porque, como aliás já vem sendo hábito na Kia, também o Niro beneficiará de uma campanha de lançamento, mesmo sem revelar quantidades ou período de tempo, na fase inicial de comercialização. O que se sabe é que durante esta fase promocional sem final definido, o crossover híbrido beneficiará de um desconto de 4.200€, o que lhe fará descer o preço para os 27.190€.

Ficaram a sobrar-lhe alguns trocos? Aproveite e inclua o único pack disponível (Safety), com tudo o que é tecnologia de segurança e por apenas 1.250€.

Igualmente a actuar em prol do bom funcionamento do grupo propulsor híbrido, encontra-se não a tradicional transmissão de variação continua que é possível encontrar na maioria dos concorrentes, mas uma verdadeira transmissão automática de dupla embraiagem e seis velocidades (6DCT), que a Kia descreve como mais eficiente e agradável. Sendo mesmo apontada, até pelo facto de possuir um modo Manual Sports a permitir o engrenar manual, como uma das razões para o prometido excelente desempenho do conjunto motopropulsor.

Também novidade, mas na própria transmissão, um novo dispositivo eléctrico (Transmission-Mounted Elecric Device) a ajudar a um funcionamento mais eficiente, nomeadamente, ao assegurar que a potência máxima do motor térmico e do motor eléctrico podem ser aproveitadas em paralelo através da caixa, com perdas de energia mínimas. Além de permitir ao sistema híbrido aceder diretamente à energia da bateria a alta velocidade, de forma a conseguir uma resposta de aceleração mais imediata.