Em 2012, a coligação de Governo PSD-CDS suspendeu quatro feriados nacionais, dois deles civis e dois religiosos. “Culpe-se” a Troika — e a “emergência financeira”, como explicaria o então primeiro-ministro Passos Coelho. Volvidos quatro anos, e com a mudança de Governo, o PS (apoiado pelo PCP, Bloco de Esquerda e PEV) apresentaria na Assembleia da República os quatro projetos de lei que reporiam os feriados perdidos: Corpo de Deus, Implantação da República, Todos os Santos e Restauração da Independência.

Ao todo, 2016 teve 10 feriados nacionais. E o calendário foi “amigo”, permitindo aos trabalhadores fazer (assim os patrões o permitissem) quatro “pontes”. Em 2017, e olhando ao calendário, a situação até melhora. E muito: são cinco as “pontes” possíveis, com feriados à terça e quinta-feira, sendo ainda possível “esticar” o fim-de-semana em um dia, pois são cinco os feriados que se celebram à segunda ou sexta-feira.

Comecemos por aqui, pelos fins-de-semana prolongados. E comecemos em abril. A Sexta-feira Santa, a 14 de abril, é (como habitualmente) na primeira sexta-feira antes do domingo de Páscoa. Em maio, no primeiro dia do mês, há o Dia do Trabalhador – e calha a uma segunda-feira. O feriado da Restauração da Independência, no dia 1 de dezembro, é, também ele, um feriado à sexta-feira. Por fim, e no último mês do ano, a Imaculada Conceição (8 de dezembro) e o Natal são, respetivamente, a uma sexta e segunda-feira. Por falar em Natal, sendo este a uma segunda-feira, o mesmo é dizer que dia 1 de janeiro de 2018 (e pedimos desculpa pelo avanço de um ano no calendário, mas estas contas fazem-se cedo) é também ele numa segunda.

Vistos e revistos que estão os fins-de-semana prolongados, olhemos às possíveis “pontes” no ano que agora começa. A primeira poderá acontecer já no Carnaval, a 28 de fevereiro, pois este celebra-se numa terça-feira. Avançando no calendário até abril, o Dia da Liberdade é como sempre a 25, mas este ano o dia 25 de abril é, também ele, numa terça-feira. Em junho, o dia 15 é do feriado do Corpo de Deus, uma quinta-feira. Mais adiante, a 15 de agosto, o feriado da Assunção de Nossa Senhora é a uma terça-feira. O dia 5 de outubro, ou seja, o feriado da Implantação da República, surge no calendário de 2017 à quinta-feira.

Contas feitas, são cinco os feriados que permitem fazer “ponte” aos trabalhadores. A estes acrescem os dias de Santo António e São Pedro, 13 e 29 de junho respetivamente, assinalados como feriados municipais em diferentes pontos do país (Santo António em Lisboa ou Vila Real; São Pedro em Sintra ou Évora, por exemplo). O primeiro calha a uma terça-feira, o segundo a uma quinta. O dia São João, esse, como sempre a 24 de junho, é num sábado — e não conta para “esticar” o fim-de-semana.