Barack Obama vai despedir-se da Presidência dos Estados Unidos com um discurso em Chicago, a sua cidade, no próximo dia 10 de janeiro, no que diz ser a sua a última oportunidade para agradecer aos seus apoiantes, defender o seu legado e traçar um caminho para o futuro.

Antes de escrever o seu próximo livro, de tirar as férias que Michele Obama já lhe exigiu e de lançar o seu centro presidencial na zona sul de Chicago, a mais pobre da sua cidade, Obama ainda vai ter uma última oportunidade de se despedir.

Numa mensagem aos seus apoiantes, o ainda Presidente dos Estados Unidos disse que irá despedir-se num discurso em McCormick Place, um centro de convenções perto do Lago Michigan no dia 10: será “uma oportunidade de vos agradecer por esta incrível viagem, de celebrar a forma como mudaram este país para melhor nestes últimos oito anos e de oferecer algumas ideias sobre para onde vamos a partir daqui”, disse.

“Desde 2009, enfrentámos uma dose de desafios e superámo-los mais fortes. Isso aconteceu porque nunca desistimos da crença que nos guiou desde a nossa fundação — a nossa convicção de que, juntos, podemos mudar este país para melhor. (…) Por isso, espero que se possam juntar a mim mais uma vez. Porque, para mim, foi sempre por vocês”, disse Barack Obama num email aos seus apoiantes.

De férias há duas semanas no Havai, o Presidente dos Estados Unidos disse que ainda mal começou a escrever o discurso que irá proferir em Chicago no dia 10, mas a sua administração tem estado particularmente ativa na defesa das mudanças que conseguiu aplicar no país, agora que vai ter um sucessor abertamente hostil, Donald Trump.

O Presidente eleito já avisou que vai reverter mudanças como o Obamacare, ou a reforma da imigração, mas Barack Obama tem tomado medidas, através de ações executivas, que têm vindo a proteger algumas das decisões. As mais recentes, e muito polémicas, passaram pela ausência de veto nas Nações Unidas de uma resolução contra os colonatos israelitas em territórios ocupados, inclusivamente em Jerusalém, e as sanções contra a Rússia, que conta com a expulsão de várias dezenas de cidadãos russos de território norte-americano.