Os responsáveis do consórcio que envolve a Apollo e a Centerbridge estão em Lisboa para reforçar a oferta que visa a aquisição do Novo Banco, avança a edição desta quarta-feira do Jornal de Negócios. O objetivo é o de derrotar a rival Lone Star, que quer pagar 750 milhões de euros pelo banco, e que, segundo o que Marques Mendes afirmou no comentário que faz ao domingo na SIC, deverá ser a vencedora da corrida pela compra do banco.

Fora da corrida ficou a proposta chinesa do Minsheng que, segundo Marques Mendes, não apresentou as garantias necessárias para o negócio ficar concluído, o que acabou por dar um empurrão ao consórcio norte-americano. Além dos 750 milhões que constam na oferta da Lone Star, o fundo norte-americano pretende investir quantia semelhante para reforçar a solidez da instituição, criar um veículo para parquear ativos que sejam considerados de difícil cobrança, gerir o risco e uma eventual recuperação do capital com o Estado – que exige aval do Governo e da Comissão Europeia -, diz o Negócios.

De acordo com o que o mesmo jornal noticiou na terça-feira, a portuguesa Holding Violas Ferreira pretende associar-se à Apollo e à Centerbridge para assegurar, no futuro, a transição entre o consórcio e os novos acionistas, mas tal terá, ainda, de ser autorizado pelo Banco de Portugal. A instituição liderada por Carlos Costa deverá pronunciar-se esta quarta-feira sobre o processo que envolve a venda do Novo Banco.