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Jorge Simão espera jogo difícil com Nacional também pela mudança de treinador

O treinador do Sporting de Braga admite que o jogo frente ao Nacional da Madeira vai ser difícil, acrescentando ainda que a mudança de treinador não veio facilitar.

Sporting de Braga, terceiro classificado, com 32 pontos, e Nacional, 16º, com 11, defrontam-se às 11h45 de sábado

HUGO DELGADO/LUSA

O treinador do Sporting de Braga Jorge Simão disse, esta sexta-feira, que espera um jogo difícil na Madeira, diante do Nacional, no sábado, na 16ª jornada da I Liga de futebol, frisando o efeito de uma mudança no comando técnico. Manuel Machado saiu dos insulares há pouco mais de uma semana e, no sábado, o Nacional vai estrear Jokanovic como novo treinador, sendo que Jorge Simão antevê dificuldades também por isso.

“Este é um jogo que acarreta sempre uma dificuldade muito grande, até pelo histórico dos últimos 10 jogos. Obviamente que não podemos ficar alheios ao facto do Nacional ter trocado recentemente de treinador, com o impacto que isso traz, sejam quais forem as condições da mudança, as coisas não são mais iguais ao que eram”, disse. Simão alertou ainda para a dificuldade do terreno de jogo na Choupana.

“A relva é mole, solta-se por vezes e torna difícil jogar de forma fluida, mas é o que é e temos de nos preparar mentalmente, acima de tudo, para um confronto que esperamos difícil”, disse.

Douglas Coutinho e Benítez (jogadores emprestados pelo Atlético Paranaense e pelo Benfica, respetivamente) foram dispensados pelo Sporting de Braga e o técnico explicou que a decisão se deveu a uma questão de espaço.

“Não se trata da qualidade ou talento dos jogadores, mas de espaço e oportunidade. Respeito muito os jogadores e o que pretendem para as suas carreiras. Estes tinham cerca de 100 minutos na época, estão em idades de afirmação das suas carreiras e precisam de jogar. Cheguei à conclusão de que iam continuar a ter muitos poucos minutos, é uma decisão técnica, tomada com todo o cuidado e ponderação”, disse.

Para o técnico, a posse de bola é apenas um meio e não um fim. “A posse de bola, para mim, não é um fim em si, mas um meio para marcar golos. Por que razão hei de usar um minuto e meio para marcar se posso usar 15 segundos? Não fico satisfeito se tenho 80% de posse de bola e perco 1-0”, disse.

Jorge Simão acrescentou ainda que se identifica muito com a expressão ‘Guerreiros do Minho’ usada pelo clube. “O Braga autointitulou-se ‘Guerreiros do Minho’, adoro esta expressão porque me identifico claramente com ela, significa gentes que vão para a guerra, é diferente de burguesia do Minho. Mas não é lutar sem critério e talento”, disse.

O treinador não confirmou a vinda do defesa-direito Paulinho (que alinha no Desportivo de Chaves), dado como certo por alguma imprensa: “ao que sei não está nada confirmado, não há ainda nenhuma decisão tomada, só posso dizer o que já disse, que é um bom jogador”.

Sem Stojiljkovic, lesionado, e Hassan, na Taça das Nações Africanas (CAN), Jorge Simão recuperou Crislan e Rodrigo Pinho, o primeiro estava emprestado ao Tondela e o segundo rodava na equipa B.

“Tem a ver com todos os condicionalismos, estamos carenciados nessas posições e eles são jogadores que fazem parte do clube, são ativos, e vou tentar rentabilizá-los”, disse.

Sobre o clima em torno da arbitragem disse “não ter o mínimo de competência” para falar sobre a questão, mas disse esperar que os árbitros “estejam o mais tranquilos possível para que possam atuar com rigor e isenção”.

Sporting de Braga, terceiro classificado, com 32 pontos, e Nacional, 16º, com 11, defrontam-se às 11h45 de sábado, no Estádio da Madeira, partida que será arbitrada por Manuel Oliveira, da Associação de Futebol do Porto.

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