O mercado livre de eletricidade ganhou mais 25 mil clientes em novembro, somando mais de 4,7 milhões de clientes no mês em que foi aprovado o prolongamento do prazo para a extinção das tarifas transitórias. O prazo para as famílias mudarem para um comercializador de eletricidade em mercado livre foi prolongado por três anos, para 2020 (em vez de 2017), com a aprovação do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017).

De acordo com o relatório mensal da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), divulgado esta quarta-feira, o número total de clientes do mercado livre registou um aumento de 9% em novembro face ao período homólogo. A quase totalidade dos grandes consumidores está já no mercado livre, enquanto a percentagem de domésticos continua a aumentar, representando cerca de 81% do consumo total do segmento, face aos 74% registados no mês homólogo de 2015.

O número de clientes que deixa a carteira do fornecedor de último recurso para integrar uma carteira de comercializador em mercado continuou em novembro a ser menos de metade do número de consumidores que troca de comercializador já em regime de mercado, consolidando a tendência crescente de mudanças de comercializador no quadro do mercado livre.

Em termos de quota de mercado, a EDP Comercial manteve a posição como principal operador no mercado livre, mantendo a sua quota em número de clientes (85%) e em consumo (46%). Já a Endesa reforçou a liderança nos segmentos de grandes consumidores e de clientes industriais (29%), tendo aumentado as suas quotas, em novembro face a outubro, em 0,9 pontos percentuais e 3,7 pontos percentuais, respetivamente.