A Direção-Geral da Saúde estima que a incidência da gripe esteja esta semana a descer de intensidade e lembra que ainda há 20 mil doses da vacina disponíveis no Serviço Nacional da Saúde (SNS), além das vendidas nas farmácias.

O diretor-geral da Saúde, Francisco George, convocou esta segunda-feira uma conferência de imprensa para dar conselhos aos portugueses sobre o tempo frio que se avizinha, tendo em conta as previsões meteorológicas, mas disse não se estar “perante um cenário alarmante“.

No início desta época gripal havia 1,2 milhões de doses de vacinas disponíveis para dar gratuitamente no SNS, além de cerca de 700 mil para venda em farmácias.

Das vacinas do SNS, sobram por enquanto cerca de 20 mil doses que ainda podem beneficiar pessoas dos grupos prioritários que ainda não se imunizaram.

Sobre o período gripal, Francisco George disse que “é provável que tenha iniciado esta semana a descida da intensidade ao nível dos novos casos”.

Pode acontecer, tudo indica, que dentro de quatro semanas a atividade gripal possa ser residual.

O diretor geral da Saúde admitiu que houve nas últimas semanas pressão nos serviços de urgência, mas sublinha que é um fenómeno que se tem repetido todos os anos.

Sobre o excesso de mortalidade, Francisco George adiantou que foi enviada para a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma informação que refere que a grande maioria dos óbitos se regista em pessoas com mais de 75 anos e em particular em idosos com mais de 85.

O diretor geral da Saúde lembra que a gripe pode contribuir para acelerar a mortalidade, estimando que todos os anos pelo menos 1.500 portugueses possam ter o seu final de vida precipitado pela gripe.

Cerca de 100 pessoas foram já admitidas em unidades de cuidados intensivos devido à gripe na época atual, sendo que a grande maioria delas não se encontrava vacinada.

Contudo, para perceber se a mortalidade acima do esperado verificada nas últimas semanas de epidemia de gripe tem efetivamente correspondência numa sobre mortalidade é necessário fazer análises e estudos mais aprofundados que só deverão ser concluídos no final do ano.

Em relação ao vírus predominante este ano (AH3), a subdiretora-geral da Saúde Graça Freitas indicou que a época deste ano foi compatível com outras com vírus idênticos, “não sendo mais dramática” que noutros anos.

Ocorreu o padrão habitual para um vírus desta natureza”, afirmou.

Relativamente à diminuição das temperaturas prevista para os próximos dias, a Direção-geral de Saúde lembra que o frio pode precipitar a descompensação por doenças crónicas e lembrou que pediu à rede nacional de delegados de saúde que reforçasse as visitas aos lares de idosos.

Além disso, Francisco George recordou esta segunda-feira aos jornalistas algumas das recomendações preventivas à população: manter o corpo hidratado e quente, aquecer a casa, ter em atenção que há fontes de calor que representam risco de incêndio ou intoxicação, estabelecer contacto com familiares e vizinhos ou telefonar, em caso de necessidade, para a Linha Saúde 24.