O arquipélago Mergui, em Mianmar, poderá ser o “último paraíso na terra”, pelo seu “deserto indomável” e ar primitivo. Quem o diz é o capitão austríaco Thomas Bruning, que desde que deixou o seu trabalho como engenheiro tem viajado pelo mundo. As suas viagens duram há 20 anos e já contam com cerca de 500 mil milhas náuticas, afirma a CNN. Segundo o capitão, é o vento e a água que fazem “a magia acontecer”.

Numa entrevista à CNN, o capitão afirma que o arquipélago Mergui “o fez perceber que, embora o mundo esteja constantemente a mudar, ainda existem lugares que permanecem virgens. Ao navegarmos ao redor do Mergui parece que encontrámos algo que estava perdido. Eu chamaria o Mergui como sendo um dos últimos paraísos na Terra”.

Este arquipélago não é dotado de qualquer tipo de infraestrutura turística nem de meios básicos de transporte. O arquipélago, que inclui um grupo de 800 ilhas, continua apenas a ser acessível por barco, especialmente iates, o que o torna de difícil acesso ao “público em geral”.

Google Maps? O que é isso?

Se pensa que consegue ir ao Google Maps e encontrar estas ilhas, desengane-se. Só há poucos anos é que alguns iates privados começaram a ter Mergui como destino. Foi à medida que a política de licenças para visitar de Mianmar se foi abrindo, que companhias de iates começaram a ter como itinerário estas ilhas. Especialmente vindos da Tailândia e Indonésia.

Nikko Karki, diretor da companhia de luxo da indonésia Indo Yachts, que organiza viagens para o arquipélago, afirma que este destino é ótimo para aqueles que querem “voltar atrás no tempo” e conhecer uma “civilização perdida”. Segundo Nikko, o viajante que gosta de ir para Mergui é aquele que valoriza a região, tem o ‘bichinho’ da aventura de explorar e gosta da ideia de que todos os dias se pode descobrir algo novo.

“Se procurar as ilhas no Google, elas não vão aparecer. Ninguém escreveu nada sobre elas. As fotos que se tirarem, serão originais. Se for mergulhar, vai estar a explorar um novo mundo subaquático. É improvável que outro barco apareça durante todo o tempo que lá estiver”, conta Nikko.

Nas ilhas vivem os Moken, os ciganos semi-nómadas do mar, que habitam estas ilhas há centenas de anos. Com sorte, os viajantes podem-se cruzar, casualmente, com a comunidade.

Veja algumas imagens que alguns visitantes partilharam nas redes sociais. Confira ainda na nossa fotogaleira algumas imagens de visitantes ou de algumas companhias de destinos e viagens publicadas no Twitter com o hastag #Mergui.