Pelo menos 20 bombeiros morreram esta quinta-feira e cerca de 75 pessoas ficaram feridas em Teerão, quando um edifício de 17 andares ruiu depois de ser consumido pelas chamas, noticiaram os meios de comunicação estatais iranianos. O edifício “Plasco” situa-se no centro da capital iraniana, a norte da zona do mercado.

Os meios de comunicação estatais iranianos tinham avançado, horas antes, que o colapso do edifício de 17 andares – que antes tinha sido consumido por um incêndio – tinha causado pelo menos 30 mortos (bombeiros) e cerca de 75 feridos, mas o porta-voz da brigada de bombeiros, Jalal Maleki, afirmou que não pode ainda confirmar o número de 20 mortos divulgado pelo presidente da câmara, uma vez que muitos bombeiros ainda são considerados oficialmente como “desaparecidos”, já que ainda não foram retirados quaisquer corpos dos destroços. As equipas de socorro, juntamente com militares e cães treinados estavam na tarde desta quinta-feira a trabalhar para descobrir sobreviventes nos restos do edifício Plasco, que colapsou depois de um incêndio de quatro horas.

A cadeia Press TV anunciou as mortes dos bombeiros, sem dar uma fonte para a informação. A televisão acrescentou que 30 civis ficaram feridos no acidente, enquanto a agência noticiosa iraniana IRNA adiantou que 45 bombeiros se encontravam entre os feridos. Os bombeiros combateram as chamas durante várias horas antes de o edifício ruir. A polícia tentou impedir os lojistas e outras pessoas de entrarem no prédio para recolherem bens pessoais.

O “Plasco” desmoronou-se em poucos segundos, de acordo com as imagens transmitidas pela televisão estatal. Uma nuvem espessa de fumo castanho pairava sobre o local após a derrocada. Um porta-voz dos bombeiros, Jalal Maleki, disse à televisão estatal iraniana que dez corporações de bombeiros responderam ao alerta, dado às 08h00 locais (11h00 em Lisboa). A mesma televisão referiu que mais de 200 efetivos estavam no local para combater as chamas que foram detetadas nos andares superiores do edifício. Forças armadas iranianas enviaram unidades para ajudar a combater as chamas, acrescentou a TV.

O “Plasco”, de 17 andares, foi construído no início da década de 1960 pelo empresário judeu iraniano Habib Elghanian. Com o nome da empresa de plásticos de Elghanian, era o edifício mais alto da cidade naquela época.

Elghanian foi julgado por vários crimes, incluindo espionagem, e executado nos meses que se seguiram à revolução islâmica de 1979, que colocou no poder o atual poder e desencadeou a fuga da antiga comunidade judaica do Irão.

A torre está ligada a um centro comercial de vários andares, com um átrio com luz natural e várias fontes de cor turquesa. A agência noticiosa Associated Press (AP) afirmou não ter sido possível saber, até ao momento, se o centro comercial também sofreu danos.

As imagens do colapso do prédio já circulam nas redes sociais:

As notícias da televisão indicam que “dezenas de bombeiros” estavam no interior do prédio durante a derrocada. O colapso ocorreu durante o incêndio, cujas causas ainda não foram apuradas.

“Avisámos várias vezes os responsáveis pelo edifício sobre a falta de condições de segurança”, disse um porta-voz dos bombeiros sublinhando que não existiam extintores no prédio. Atualmente, na maior parte do edifício, estavam instalados um centro comercial e várias lojas de roupa. O porta-voz acrescentou que a roupa dos estabelecimentos comerciais encontrava-se armazenada nas escadas, o que constituía um perigo, em caso de incêndio.

O edifício “Plasco” é o mais antigo arranha-céus de Teerão, foi construído no início dos anos 1960.

Entretanto começam a surgir imagens do sucedido: