O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, considerou que a greve no setor da saúde que está, esta sexta-feira, a ser cumprida é um “cartão amarelo” ao Governo e um alerta em prol do melhoramento dos serviços públicos do país.

“Não diria que é um cartão vermelho, mas é um cartão amarelo, para alertar e em tempo útil, mais do que falar, fazer”, considerou o sindicalista, falando com os jornalistas no parlamento à margem de um encontro com uma delegação do Bloco de Esquerda (BE) com o tema da taxa social única (TSU) como pano de fundo.

“É acima de tudo um alerta ao Governo: não se pode dizer que se quer melhorar os serviços públicos e simultaneamente não criar condições para que esses serviços públicos melhorem, nomeadamente com mais pessoal”.

Os trabalhadores da saúde estão, esta sexta-feira, a cumprir uma greve a nível nacional para reivindicar a admissão de novos profissionais, exigir a criação de carreiras e a aplicação das 35 horas de trabalho semanais a todos os funcionários do setor.

Convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, a paralisação pretende ainda reclamar que terminem os cortes nos pagamentos das horas de qualidade e do trabalho suplementar.

A criação da carreira de técnico auxiliar de saúde é um dos motivos centrais da greve, que pretende ainda a revisão e valorização das carreiras de técnicos de diagnóstico e terapêutica e a garantia de que a carreira de técnico de emergência pré-hospitalar tem de imediato a respetiva revalorização salarial.

É ainda reivindicado o pagamento do abono para falhas e a aplicação do vínculo público de nomeação a todos os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Sobre a exigência da admissão de mais trabalhadores, a Federação de Sindicatos estima que estejam em falta no SNS cerca de seis mil funcionários auxiliares e administrativos.

A greve abrange todos os trabalhadores de saúde, mas é destinada a todos os trabalhadores da saúde que não sejam médicos ou enfermeiros, apesar de estes profissionais poderem aderir caso o entendam.