O Estado Islâmico (EI) voltou ao ataque em Palmira, Síria, e destruiu parte do anfiteatro da cidade histórica, avançam notícias dos media locais e notícia citada pela BBC. Os jihadistas terão varrido com a fachada do monumento, bem como com o Tetrápilo, uma construção da com 16 colunas típicas da arquitetura romana, situada a poucos metros do anfiteatro.

A cidade de Palmira, localizada na província de Homs, é Património da Humanidade e transformou-se na primeira cidade romana no século I. É mais uma investida do EI numa zona onde pelo menos 31 pessoas morreram nos últimos dois dias em combates entre esta organização extremista e o exército sírio perto da cidade de Palmira, informou, esta sexta-feira, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Segundo a organização não-governamental, pelo menos 18 jihadistas perderam a vida em bombardeamentos, disparos de artilharia e nos confrontos contra os soldados que contam com o apoio do movimento xiita libanês Hezbollah. Do lado das forças leais ao regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, foram registadas pelo menos seis mortes: de cinco militares e de um miliciano do Hezbollah.

Além disso, sete soldados sírios morreram na sequência da explosão de um carro armadilhado pelos radicais na povoação de Sharifa, na província central de Homs, onde fica Palmira, e um dos mais importantes centros culturais do mundo antigo. Os combates decorrem em diversos pontos, como Sharifa, a zona desértica próxima de Palmira, e no aeroporto militar T4, onde as forças armadas tentam recuperar terreno perdido frente aos extremistas do EI.

O EI reconquistou o controlo de Palmira no início de dezembro, após lançar uma ofensiva contra posições das forças armadas sírias no leste da província de Homs, na fronteira com o Iraque. A primeira vez que os radicais tomaram o controlo da cidade foi a 20 de maio de 2015, mas foram expulsos dez meses depois pelos soldados sírios, apoiados pela aviação russa.

A arte e a arquitetura de Palmira testemunham uma encruzilhada de diversas civilizações, onde confluem as técnicas greco-romanas com as tradições locais e influências persas. Nos séculos I e II da nossa era foi um importante centro cultural e ponto de encontro das caravanas da Rota da Seda, que atravessavam o árido deserto do centro da Síria.