O Governo são-tomense vai criar ainda este ano a Polícia Judiciária (PJ) para substituir a atual Polícia de Investigação Criminal (PIC) disse aos jornalistas a ministra da Justiça, Direitos Humanos e Administração Pública, Iza Amado Vaz.

“Atualmente a situação da nossa polícia de investigação criminal é uma situação de falta de quase todas as condições para funcionamento, sendo que o que ficou definido em relação a polícia de investigação criminal é a extinção definitiva e a criação de uma nova polícia que seria a polícia judiciária”, disse Iza Amado Vaz.

A extinção da PIC e a sua substituição pela PJ, é, segundo o “plano estratégico do governo”, para “reforçar a capacidade de prevenção do crime e de aumentar a capacidade de investigação criminal”.

A ministra refere que, para a criação da PJ “o Governo já adotou um novo estatuto orgânico” que vai ser submetido brevemente ao Parlamento para aprovação.

“Esse estatuto vem basicamente criar uma nova estrutura, uma nova organização interna a nível da polícia judiciária, reforçar as estruturas intermédias”, disse Iza Amado Vaz, sublinhando que a nova polícia judiciária vai ter delegações distritais e na Região Autónoma do Príncipe.

Segundo a ministra da justiça, o que se pretende, no fundo, é uma nova polícia para investigar crimes, alguns do quais começam a ganhar contornos de crimes organizados, melhorar a má imagem deixada pela PIC, que nos últimos tempos tem sido alvo de críticas diversas das populações por alegado envolvimento em atos criminais por alguns dos seus agentes.

Vai ser instalada pela primeira vez em São Tomé e Príncipe um laboratório de investigação criminal, formar quadros.

Segundo a ministra, para a nova instituição Polícia Judiciária vão ser selecionados agentes entre o atual efetivo da PIC e admissão de outros novos. Aqueles que não servem ficarão excluídos.

“Na fase da transferência da Polícia de Investigação Criminal para a Polícia Judiciaria será feita uma seleção dos funcionários para se saber aqueles que podem continuar na polícia judiciária”, acrescentou a ministra da justiça.

O Governo reconhece que o fluxo de criminalidade no país tem aumentado, com incidência particularmente nos furtos, roubos, violência doméstica e violência sexual contra menores.