Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O ex-líder do PSD e comentador Marques Mendes considera que o PSD não tem “chance nenhuma” de ganhar as eleições em Lisboa e que Fernando Medina pode abrir já o champanhe, adiantando que a economia deverá ter crescido mais uma ou duas décimas que o esperado no ano passado. Governo foi amador a dar a notícia do défice, considera.

No seu espaço habitual de comentário na SIC, desta vez ao sábado devido à entrevista de Marcelo Rebelo de Sousa no domingo à mesma estação, Luís Marques Mendes deixou duras críticas à estratégia do PSD em Lisboa e diz que agora a relação entre PSD e CDS-PP em Lisboa “já não tem conserto possível”.

O resultado? “Medina está eleito. Com todas estas divisões entre PSD e CDS, que não são de agora, Medina está eleito. Pode abrir o champanhe”, afirmou.

O comentador diz ainda que este resultado vai ter impacto nos dois partidos, mas especialmente no caso do PSD, em futuras eleições.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Marques Mendes diz ainda, citando dados preliminares do crescimento económico no quarto trimestre, que a economia deverá ter crescido acima do previsto (mais recentemente) no ano passado, podendo atingir os 1,3% ou 1,4%. Os números só serão conhecidos no dia 14 de fevereiro, quando o INE der a conhecer a primeira estimativa do PIB no quarto trimestre do ano passado.

Já sobre o anúncio de que o défice terá ficado abaixo do esperado, em 2,3% (o melhor em democracia), Marques Mendes diz que o Governo foi muito amador e que deixou passar uma oportunidade de vender uma boa notícia.

“A TSU ofuscou o défice. O Governo que é muito eficiente, muito profissional, em matérias de propaganda, aqui foi de uma amadorismo atroz e perdeu aqui uma boa oportunidade”, afirmou o comentador.