Mercado

Depois da azia, o pequeno-almoço. Trump convida GM, Ford e FCA

Hoje, Donald Trump tomou o pequeno-almoço com os CEO da GM, Ford e FCA. Prometeu pressionar os “gigantes” de Detroit, no sentido de contribuírem para o aumento do emprego nos EUA.

Produzido no Canadá, o GT esteve no centro da amarga troca de argumentos entre a Ford e o Presidente Trump, com a marca a fazer marcha-atrás e a reforçar o investimento nos EUA. Mas parece que vêm aí mais exigências ao pequeno-almoço

Autor
  • António Sousa Pereira

Recém-eleito 45° presidente dos EUA, Donald Trump não parece muito disposto a abdicar da sua cruzada em favor do aumento da produção automóvel em solo norte-americano, também como forma de incrementar o emprego no país. Segundo avança a agência Reuters, Trump tomou o pequeno-almoço com os CEO dos três grandes fabricantes do país (General Motors, Ford e Fiat Chrysler Automobiles), e tudo indica que a reunião não deixou de servir para aumentar a pressão sob os “gigantes” de Detroit, no sentido de estes preterirem o México, em favor dos EUA, como destino das suas novas fábricas, ou de algumas das já existentes.

Um porta-voz da Casa Branca referiu que Trump estará “ansioso por ouvir as suas ideias” acerca da forma como podem “trabalhar juntos no sentido de criar mais postos de trabalho nesta indústria”. Já na passada segunda-feira, Mark Fields, CEO da Ford, esteve presente numa reunião (também realizada ao pequeno-almoço) com o novo presidente e outros responsáveis máximos de grandes empresas industriais (como Elon Musk, CEO da Tesla), declarando, no final: “Vim com a convicção de que o presidente está fortemente empenhado em assegurar que a economia dos EUA se fortalecerá e adoptará políticas – fiscais, regulatórias e comerciais – capazes de o conseguir.”

Recorde-se que, já enquanto presidente eleito, Donald Trump foi especialmente crítico das marcas que constroem automóveis no México, e em outras paragens, para venda nos EUA, chegando mesmo a ameaçar com a imposição de uma taxa alfandegária de 35% sobre os veículos importados para território norte-americano. E os frutos desta pressão já se fazem sentir, com a FCA a anunciar investimentos na ordem dos 1000 milhões de dólares na renovação de fábricas que possui nos EUA, o que permitiu criar mais 2.000 postos de trabalho, enquanto a Ford anunciou o reforço de linhas de produção americanas, em vez da fábrica que anunciou pretender construir no México, orçamentada em mais de mil milhões de dólares.

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