Cerca de quatro mil pessoas tiveram de sair das suas casas, na segunda-feira, devido aos incêndios florestais que afetam a zona centro e sul do Chile e que já destruíram 221.060 hectares desde 1 de julho. Com as chamas localizadas entre as regiões de Valparaíso e La Araucania, as autoridades da cidade de Talca, situada 258 quilómetros a sul da capital, ordenaram aos habitantes de Santa Olga que abandonassem a localidade devido ao incêndio que lavra na comuna do Empedrado.

No domingo, devido a um incêndio que começou na zona designada Las Máquinas, a jurisdição de Maule decretou o alerta vermelho para o local, que tem sido uma das zonas mais afetadas pelas chamas.

Perante a emergência florestal que se vive no centro do país, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Heraldo Muñoz, assegurou na segunda-feira que vários países tinham enviado ajuda para combater os incêndios.

O porta-voz da Corporação Chilena da Madeira, Emilio Uribe, estimou na segunda-feira as perdas do setor em pelo menos 37 milhões de euros.

Por seu lado, o presidente da Sociedade Nacional da Agricultura, Patricio Crespo, assinalou que o impacto dos fogos na pequena agricultura, nos pastores e no setor florestal “vai ser muito forte”.

Também na segunda-feira, a Presidente chilena, Michelle Bachelet, escreveu na sua conta na rede social Twitter que os incêndios são “o maior desastre florestal da história” do país. Devido ao “estado de catástrofe” vivido em várias regiões do centro e sul do Chile, a chefe de Estado cancelou a sua viagem à República Dominicana, onde iria participar numa cimeira de dirigentes regionais, e uma posterior deslocação ao Haiti.