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Cabo Verde

Parlamento cabo-verdiano aprova voto de pesar em memória de Mário Soares

O parlamento de Cabo Verde aprovou, esta terça-feira, um voto de pesar e um minuto de silêncio em memória de Mário Soares, que morreu a 7 de janeiro.

O voto de pesar foi aprovado durante o segundo dia da primeira sessão parlamentar ordinária do ano, que decorre até sexta-feira

JOAO RELVAS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O parlamento de Cabo Verde aprovou, esta terça-feira, um voto de pesar e um minuto de silêncio em memória do antigo presidente da República português, Mário Soares, falecido a 7 de janeiro, aos 92 anos. O voto de pesar foi aprovado durante o segundo dia da primeira sessão parlamentar ordinária do ano, que decorre até sexta-feira, com uma agenda de perguntas e interpelações ao Governo.

A memória de Mário Soares tinha já sido evocada no parlamento cabo-verdiano na sessão especial para assinalar os 26 anos das primeiras eleições multipartidárias, a 13 de janeiro, por iniciativa do grupo parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD), que suporta o executivo.

Mário Soares foi lembrado, esta terça-feira, pelo seu papel na “luta antifascista”, como fundador do Partido Socialista, primeiro-ministro e Presidente da República de Portugal. Foi ainda destacada a sua ação como ministro dos Negócios Estrangeiros, que, com o dirigente independentista cabo-verdiano Pedro Pires, negociou os termos da independência de Cabo Verde. “Mário Soares foi um grande amigo de Cabo Verde, um arauto universal da verdade e da democracia, causas pelas quais sempre lutou”, refere o texto do voto, que endereça condolências “à família, ao povo português e ao Partido Socialista”.

O fundador do Partido Socialista (PS), ex-primeiro-ministro e antigo Presidente da República Mário Soares morreu no dia 7 de janeiro, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.

Nascido a 7 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS. Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985. Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

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