Os elementos mais experientes do Departamento de Estado norte-americano (equivalente ao ministério dos Negócios Estrangeiros português) apresentaram a demissão. O Washington Post escreve que os quatro elementos da equipa saem por se recusarem a trabalhar sob o comando de Rex Tillerson, ainda à espera de ser confirmado pelo Senado na próxima semana.

Rex Tillerson, o homem escolhido por Trump para assegurar as relações externas americanas, foi confrontado com a saída em bloco esta quarta-feira. Segundo o jornal norte-americano, os demissionários — Patrick Kennedy, Joyce Anne Barr, Michele Bond e Gentry Smith — já tinham exercido funções em administrações democratas e republicanas. O problema é mesmo Trump.

Mas estes quatro altos quadros não são os primeiros. Desde a última sexta-feira, quando Donald Trump assumiu funções, vários funcionários públicos bateram com a porta. Gregory Starr, secretário de Estado adjunto para a Segurança Diplomática, e Lydia Muniz, diretora do gabinete de Operações de Construção Exteriores, já tinham dado esse passo e apresentado a demissão.

As razões para a demissão – a chegada de Trump à Casa Branca – não foram expressas publicamente nem apontadas como justificação para a saída. Mas, à Associated Press, sob anonimato, vários diplomatas da secretaria de Estado desabafaram preocupações com as políticas a por em prática pelo novo inquilino de Washington.

Acima de tudo, preocupa-os a forma como Trump se tem expressado sobre as relações dos EUA com outros países (China, Rússia, México, por exemplo).