Mais de 11 mil pessoas foram detidas em 2016 na Venezuela por alegadas irregularidades em filas para comprar alimentos ou comentaram a situação nas redes sociais, anunciou esta segunda-feira a organização não-governamental Associação Civil Movimento Vinotinto (MVT).

No total foi referenciada a detenção de 11.041 pessoas e confirmados 856 atos de pilhagem de estabelecimentos comerciais, acrescentou a MVT.

Aquela ONG salienta que 2016 foi um ano de “grande conflituosidade social” e que as detenções ocorreram principalmente em filas de supermercados e farmácias.

Há um padrão de criminalização do consumidor e o principal argumento das forças de segurança para efetuar as detenções tem a ver com o pernoitar (junto dos supermercados e farmácias), e os meses mais conflituosos foram março e julho”, explicou Manuel Virgüez, diretor da MVT.

Aquele responsável adiantou que 90% dos detidos foi libertada pela Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) após entre cinco a seis horas de detenção, mas os restantes foram acusados de crimes como boicote, obstrução de venda, intimidação pública e resistência à autoridade.